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Juros altos devem pressionar fluxo de caixa das empresas em 2026
Publicado 27/02/2026 • 11:20 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/02/2026 • 11:20 | Atualizado há 5 meses
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Os juros elevados no Brasil devem impactar de forma crescente a geração de fluxo de caixa das empresas em 2026. Relatório da Moody’s aponta que a Selic em 15% – maior nível em duas décadas – contraria a tendência de queda gradual observada em outros países das Américas e amplia o custo financeiro corporativo.
O consenso de mercado projeta recuo da Selic para cerca de 12% ao fim de 2026 e 10,5% em 2027, mas a combinação de incerteza fiscal, inflação próxima ao teto da meta e cenário eleitoral tende a limitar cortes mais intensos.
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Os juros altos aumentam despesas financeiras, reduzem a cobertura de juros e pressionam a geração de caixa, especialmente em empresas com maior exposição a dívidas atreladas a taxas flutuantes. Segundo a Moody’s, o ambiente atual leva companhias a reverem alocação de capital, estrutura de endividamento e planos de investimento.
Empresas com estruturas de capital mais alavancadas ficam mais vulneráveis ao encarecimento do crédito. A aversão ao risco dos investidores também aumenta, o que dificulta refinanciamentos e captações em condições favoráveis.
O relatório destaca que os juros elevados refletem fatores estruturais do país, como baixa taxa de poupança doméstica, rigidez fiscal e concorrência limitada em segmentos de crédito. Embora o crescimento econômico recente tenha ajudado a manter o déficit primário em níveis controlados, o déficit nominal permanece pressionado pelo alto custo da dívida pública.
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Siga o Times | CNBCA proximidade das eleições presidenciais de outubro de 2026 tende a ampliar a incerteza sobre a trajetória fiscal e a precificação de risco de soberanos, empresas e bancos.
No setor de infraestrutura, os juros altos elevam o custo da alavancagem usada para financiar projetos de capital intensivo. Isso reduz a cobertura de juros do fluxo de caixa e aumenta a pressão sobre balanços.
Concessionárias reguladas podem mitigar parte desse impacto ao repassar custos via reajustes tarifários, o que sustenta a qualidade de crédito em determinados segmentos.
Para os bancos, os juros elevados tendem a favorecer spreads de crédito, sobretudo com eventual redução gradual do custo de captação. No entanto, a rentabilidade pode ser afetada pela concorrência e pelo alto custo de provisionamento.
A inadimplência deve permanecer elevada em 2026, refletindo o endividamento de famílias e pequenas empresas e o nível ainda alto das taxas cobradas nos empréstimos.
O cenário descrito pela Moody’s indica que, mesmo com possível desaceleração da inflação, os juros seguirão como variável determinante para a saúde financeira das empresas brasileiras no próximo ano.
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