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Copom reduz juros básicos em 0,25 ponto e leva Selic a 14,25% ao ano
Publicado 17/06/2026 • 19:00 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 17/06/2026 • 19:00 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e marca o terceiro corte de juros em sequência.
A redução vem na esteira do ciclo de reduções iniciado no começo de 2026. O movimento ocorre em meio ao alívio das tensões geopolíticas ligadas ao conflito entre EUA e Irã, que forçou a autarquia a reduzir o ritmo do afrouxamento monetário. “A incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, diz a nota.
Até a reunião de março, o colegiado vinha em um ritmo de aperto que começou em maio de 2024. Desde então, o Banco Central elevou os juros ao longo de 2025, até atingir 15%. Depois, os membros do comitê mantiveram a Selic nesse patamar até o primeiro trimestre deste ano, quando iniciou-se o ciclo de reduções.
De acordo com a autarquia, o ambiente de negócios geopolítico segue incerto à medida que o impactos do conflito do Oriente Médio nos preços do Petróleo seguem por ver. Já o cenário doméstico, diz o comunicado, mostra sinais de moderação, ainda que a atividade e econômica e o desemprego estejam em níveis desconfortávies para a autarquia.
“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação”, diz a nota. Apesar da alta dos preços e dos impassses entre Irã e Estados Unidos,o Copom julgou que a Selic permaneceu em patarmar elevado por muito tempo e, mesmo com as quedas, segue em um nível restritivo. Por isso, optou por uma nova queda.
Os diretores da BC afirmam que a inflação está mais instável devido ao impacto esperado pela alta dos combustíveis. Além disso, o comunicado destaca que a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou o atual líder da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, está na mira dos diretores. “O comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, consta no comunicado.
Segundo Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o resultado já era esperado. O que interessa mais ao mercado, ele diz, são as sinalizações presentes no comunicado. “A relevância da reunião está mais na função de reação sinalizada no comunicado, que veio com tom restritivo e elevou o nível de exigência para a continuidade do ciclo”, afirma.
Para ele, mesmo após o corte, a política permanece contracionista, o que justifica o ajuste marginal sem configurar afrouxamento relevante.
Já João Pedro Moreno, analista de renda variável da Nexgen, afiirma que a curva futura de juros sinaliza que o Brasil pode estar se aproximando do fim do ciclo de cortes. “O Comitê não deu sinal de continuidade automática de quedas, reafirmando que a magnitude do ciclo será definida ‘à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta'”, explica.
Vale notar que, antes do acordo iraniano, alguns analistas acreditavam na possibilidade de manutenção já nesta reunião ou uma sinalização clara de pausa no ciclo, diz Rafael Ihara, economista-chefe da Meraki Capital. A aprovação do memorando entre ass parte no último domingo, entretanto, adicionou estabildiade ao cenário.
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Seguir no GoogleJá Rafael Pastorello, gestor de portifólio do Banco Sofisa, prevê que a relação entre risco e retorno dos títulos públicos, tanto prefixados quanto indexados à inflação, permanece atrativa para horizontes de médio e longo prazo. “Apesar do recente alívio nas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, fatores domésticos continuam exercendo pressão sobre os ativos locais”, justifica.
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