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Economia Brasileira

Quase metade dos brasileiros pretende comprar produtos da Copa, aponta pesquisa

Publicado 15/06/2026 • 13:10 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Quarenta e oito por cento dos brasileiros planejam comprar produtos ligados à Copa do Mundo, segundo levantamento do Instituto Locomotiva.
  • A pesquisa mostra ainda que 64% pretendem adquirir comidas e bebidas especiais para acompanhar os jogos.
  • Para especialista, o impacto da Copa vai além do futebol e impulsiona diferentes setores da economia.

Quase metade dos brasileiros pretende comprar produtos relacionados à Copa do Mundo e 64% planejam adquirir comidas e bebidas especiais para acompanhar os jogos, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Na avaliação do presidente da instituição, Renato Meirelles, o torneio tem potencial para movimentar diversos segmentos da economia, estimulando desde o varejo esportivo até setores como alimentação, turismo e entretenimento.

Os dados refletem o peso do Mundial no comportamento dos consumidores e reforçam a expectativa de aquecimento da economia durante o período da competição. Para Meirelles, o desempenho da seleção brasileira pode ampliar ainda mais esse movimento. “O sonho do varejista é que o Brasil jogue o maior número de partidas possível, ou seja, que a gente chegue na final. E, se ganhar a final, é melhor ainda para os varejistas”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (15).

Segundo ele, uma eventual conquista do hexacampeonato teria impacto direto sobre as vendas de produtos ligados à seleção. “Aquela camiseta com as cinco estrelas vai ficar para trás. Vai ser um tal de brasileiro querer uma camiseta nova com seis estrelas no peito que não se pode mais”, brincou.

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Mercado para diferentes consumidores

A pesquisa mostra que o interesse pelo torneio alcança consumidores de diferentes faixas de renda, o que abre espaço para produtos de variados preços e categorias.

“Metade dos brasileiros pretende comprar uma camiseta da Copa. Tem gente que tem grana para pagar R$ 800, tem gente que tem grana para pagar R$ 500 e tem uma imensa quantidade de torcedores que não tem”, observou Meirelles.

Na avaliação do presidente do Instituto Locomotiva, o tamanho do mercado permite a convivência entre produtos oficiais, itens inspirados na seleção e alternativas mais acessíveis. “Se existe mercado, alguém vai vender alguma coisa”, ressaltou.

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Ele destacou ainda que o consumo relacionado ao Mundial não se restringe aos produtos licenciados. “Temos produtos genéricos, que não são imitações, e também grandes marcas internacionais que lançam coleções especiais para o Brasil”, explicou.

Impacto além do futebol

Para Meirelles, um dos principais efeitos da Copa está na capacidade de impulsionar diferentes setores da economia, inclusive aqueles que não possuem ligação direta com o esporte.

“A partir do momento em que os consumidores passam a frequentar mais varejistas que antes não frequentavam tanto, isso acaba fazendo com que todo o mercado se aqueça”, afirmou.

Segundo ele, bares, restaurantes, postos de combustíveis e o turismo doméstico estão entre os segmentos beneficiados. “As pessoas saem mais de casa, têm maior consumo de gasolina, de bares e restaurantes e passam a viajar mais para visitar amigos e familiares”, disse.

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O levantamento também aponta forte interesse pelos tradicionais álbuns de figurinhas. “Trinta por cento dos brasileiros afirmam que vão colecionar o álbum da Copa. Entre famílias com filhos pequenos, esse número chega a 50%”, destacou.

O valor das conexões sociais

Na avaliação de Meirelles, o principal legado econômico da Copa está relacionado às conexões que o torneio cria entre as pessoas.

“O ativo mais valioso da Copa do Mundo não é o jogo; é a conversa que deriva desse jogo e todo o consumo que deriva a partir disso”, afirmou.

Ele citou os bolões organizados entre amigos, familiares e colegas de trabalho como exemplo desse fenômeno. “Nós estamos falando de uma forma de amigos e colegas se relacionarem de uma maneira mais orgânica através do bolão da Copa do Mundo”, ressaltou.

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O álbum de figurinhas também exerce papel semelhante. “O álbum não é um negócio de figurinha. Ele é uma máquina de fabricar torcedor para as Copas do futuro”, disse.

Hábitos que permanecem

Além do aumento temporário das vendas, a Copa também pode criar hábitos de consumo duradouros. Meirelles lembrou que os mundiais costumam impulsionar a renovação dos televisores nas residências brasileiras.

“Copa do Mundo historicamente é o momento em que acontece a maior renovação de televisores da história de um país”, afirmou.

Segundo ele, a mesma lógica se aplica a produtos alimentícios, bebidas e experiências que muitos consumidores conhecem pela primeira vez durante o torneio. “Isso vale para experiências de bebidas, para novas comidas que as pessoas passam a conhecer quando visitam a casa de um amigo, de um parente ou um estabelecimento diferente”, explicou.

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Na avaliação do especialista, os efeitos do Mundial se estendem muito além do período dos jogos. “Os produtos diretamente relacionados ao futebol continuam para outras competições e celebrações. Muitos brasileiros vão continuar utilizando aquilo que compraram agora também em eventos futuros”, concluiu.

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