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Valorização do real e tarifa americana pressionam rentabilidade das exportações brasileiras
Publicado 04/10/2025 • 21:48 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 04/10/2025 • 21:48 | Atualizado há 7 meses
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Exportações
A rentabilidade das exportações brasileiras sofreu forte queda em agosto, afetando indústria, setores extrativos e agropecuária, de acordo com dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).
O resultado refletiu a valorização do real, redução dos preços médios de embarque e aumento dos custos de produção, especialmente salários e serviços.
Em termos gerais, a margem de lucro das exportações caiu 7,7% em agosto ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, ainda há leve crescimento, de 0,9%, mas a tendência indica desaceleração, com expectativa de encerramento de 2025 próximo a uma retração de 1% em relação ao ano passado. Entre os setores mais afetados estão pesca e aquicultura, celulose e papel, além de petróleo e gás.
A valorização do real reduziu a receita em reais obtida pelos exportadores, enquanto os custos de produção subiram 2,7%, impulsionados principalmente por serviços e salários, com alta de 5,2% em agosto frente a igual período de 2024. Já os insumos importados registraram queda, mas não foram suficientes para compensar os demais aumentos de custo.
Além do impacto cambial e dos custos internos, os exportadores brasileiros tiveram de lidar com o chamado “tarifaço” aplicado pelo governo dos Estados Unidos, que elevou tarifas sobre produtos como madeira e móveis.
A medida forçou muitos setores a reduzir preços médios de embarque, pressionando ainda mais as margens. Entre as atividades afetadas estão o setor calçadista e artigos de couro, com perdas de até 11% na rentabilidade em agosto ante 2024.
Para contornar o efeito das tarifas, empresas redirecionaram parte das exportações para outros mercados, mas isso também contribuiu para a queda de preços. Dados da FGV Ibre mostram que produtos semimanufaturados de ferro ou aço tiveram queda de 28,3% nas exportações para os EUA em agosto, enquanto vendas para outros países subiram quase 100%. Já a carne bovina desossada caiu 47,4% nos embarques americanos, com aumento de 67,9% para outros destinos.
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Segundo especialistas, a tendência é de manutenção da pressão sobre as margens nos próximos meses. “A combinação de valorização do real, preços internacionais em desaceleração e incerteza sobre a política tarifária americana deve continuar afetando os exportadores”, afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil.
O cenário reforça a necessidade de estratégias de curto prazo para mitigar perdas, mas especialistas alertam que soluções como absorção parcial das tarifas pelos importadores americanos não são sustentáveis no longo prazo.
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