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Mercado passa a prever Selic de 13,50% no fim de 2026 e vê inflação de 4,92%, acima do teto da meta, diz Boletim Focus

Publicado 21/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Projeção para a Selic no fim de 2026 cai de 13,75% para 13,50% e equivale a mais um corte de 0,25 ponto percentual
  • Mediana da inflação de 2026 sobe de 4,90% para 4,92% e permanece acima do teto de 4,50% da meta
  • Estimativa de crescimento da economia cai pela segunda semana, a 1,88% em 2026, e o dólar segue em R$ 5,20 há 14 semanas
Boletim Focus IPCA Dólar

Boletim Focus

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2026 recuou de 13,75% para 13,50% ao ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (21). A mediana para a inflação do ano, medida pelo IPCA, subiu de 4,90% para 4,92% e segue acima do teto de 4,50% da meta.

Além disso, o relatório, que reúne toda semana as estimativas de instituições financeiras, traz a projeção de crescimento da economia em 1,88% para 2026, com queda pela segunda semana seguida, e a do dólar em R$ 5,20 ao fim do ano, sem mudança há 14 semanas.

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Selic de 13,50% equivale a mais um corte de 0,25 ponto

Antes do Focus, o Comitê de Política Monetária (Copom) havia reduzido a Selic de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira (16), por unanimidade. Uma semana antes, com a taxa ainda em 14%, a mediana para dezembro estava em 13,75%, o que correspondia apenas a esse corte.

Com a taxa em 13,75%, a mediana de 13,50% divulgada agora equivale a mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Há quatro semanas, a projeção também era de 13,75%.

Por sua vez, o comunicado do Copom afirma que a extensão total do ciclo de cortes será definida a partir de novas informações e mantém a avaliação de que os riscos para a inflação têm assimetria de alta.

Inflação de 2026 permanece acima do teto da meta

Na inflação, o IPCA de 2026 passou de 4,90% para 4,92% na mediana do Focus, alta de 0,02 ponto percentual. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,02%. O número supera em 0,42 ponto percentual o teto de 4,50%, que resulta da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto.

Ainda sobre os preços, o comunicado do Copom registra que as expectativas do Focus para 2026 e 2027, de 4,9% e 4,3%, permanecem acima da meta.

Para 2027, a mediana ficou em 4,30%, sem alteração em relação ao Focus anterior, e estava em 4,25% há quatro semanas. Já para 2028 e 2029, as projeções são de 3,80% e 3,50%, estáveis há oito e 55 semanas, respectivamente.

Projeção de crescimento cai pela segunda semana

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Na atividade, a mediana do PIB de 2026 recuou de 1,89% para 1,88%, segunda queda seguida. Há quatro semanas, a estimativa era de 1,95%.

Para 2027, a projeção passou de 1,45% para 1,43%, também na segunda semana de queda, e estava em 1,50% um mês antes. Em 2028, a mediana é de 1,87%, sem mudança em relação ao Focus anterior, e em 2029 permanece em 2%, valor que se repete há 79 semanas.

Em paralelo, o comunicado do Copom diz que os indicadores correntes de atividade seguem consistentes com desaceleração no acumulado de 2026.

Dólar completa 14 semanas de estabilidade em R$ 5,20

No câmbio, a mediana para o fim de 2026 permanece em R$ 5,20 pela 14ª semana seguida. Para 2027, a cotação projetada é de R$ 5,28, igual à do Focus anterior e abaixo dos R$ 5,30 de quatro semanas atrás.

Já em 2028, a mediana é de R$ 5,30, estável há nove semanas, e em 2029 fica em R$ 5,36.

Selic de 2027 a 2029 permanece sem alteração

Para 2027, a mediana da Selic segue em 12% ao ano, sem mudança há 14 semanas. A projeção para 2028 é de 10,50%, estável há 12 semanas, e a de 2029 é de 10%, inalterada há 20 semanas.

Pelas medianas, a taxa cairia 1,50 ponto percentual em 2027, de 13,50% para 12%, outros 1,50 ponto em 2028 e 0,50 ponto em 2029.

Ata do Copom e Relatório de Inflação saem nesta semana

Na sequência do calendário, o Banco Central divulga na terça-feira (22) a ata da reunião do Copom e, na quinta-feira (24), o Relatório Trimestral de Inflação. Ainda na semana, o IBGE publica na sexta-feira (25) o IPCA-15 de setembro.

Depois dessas divulgações, a próxima reunião do Copom sobre a Selic está prevista para novembro.

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