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Com tarifaço, exportações brasileiras para os EUA caem mais de 6% em 2025
Publicado 06/01/2026 • 19:15 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 06/01/2026 • 19:15 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
CNI/Divulgação
Exportações
De acordo com um balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentado nesta terça-feira (6), o volume de exportações do Brasil para os Estados Unidos fechou o período em US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 203,5 bilhões), o que representa uma queda de 6,6% em relação aos US$ 40,4 bilhões (R$ 218,1 bilhões) registrados em 2024.
Esse recuo isolado chama a atenção por ocorrer em um ano de recorde histórico para a balança comercial brasileira, na qual as vendas para o mundo subiram 3,5%, evidenciando um descompasso provocado por fatores externos.
O principal catalisador desse declínio foi a entrada em vigor de um tarifaço de 50% no dia 6 de agosto. A medida, determinada pelo governo de Donald Trump, aplicou uma taxa adicional de 40% sobre uma alíquota geral de 10%, tornando o produto nacional menos competitivo no mercado norte-americano.
Com isso, a representatividade dos EUA na pauta exportadora total do Brasil caiu para 10,8%, atingindo o menor percentual de participação desde o ano de 2020.
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Siga o Times | CNBC“A medida deixou as exportações do Brasil aos EUA mais caras. O percentual de 10,8% corresponde ao menor patamar desde 2020, quando foi de 10,3%”, aponta o relatório da Secretaria de Comércio Exterior, destacando que o impacto foi sentido de forma mais aguda entre os meses de agosto e dezembro.
Mesmo sob pressão, o mês de dezembro apresentou um fôlego de US$ 3,4 bilhões (R$ 18,4 bilhões) em mercadorias enviadas ao país, embora o valor ainda seja 7,2% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024.
Esse movimento de contenção na queda coincide com a decisão de Washington, tomada em 14 de novembro, de reduzir as tarifas de importação sobre itens estratégicos como a carne bovina, o café e frutas.
O mercado agora monitora se essa flexibilização seletiva será suficiente para reverter o prejuízo acumulado e restabelecer o equilíbrio em um dos corredores comerciais mais vitais para a indústria de transformação nacional.
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