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‘Tributar o movimento do dinheiro é um erro’, diz CEO da PagBrasil sobre derrubada do aumento do IOF
Publicado 26/06/2025 • 14:17 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 26/06/2025 • 14:17 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Em entrevista exclusiva ao Money Times Brasil nesta quinta-feira (26), Ralf Germer, CEO da PagBrasil, comentou os impactos da recente decisão da Câmara dos Deputados que derrubou o decreto presidencial que previa aumento do IOF sobre transações internacionais — uma medida que afeta diretamente consumidores brasileiros e o setor de pagamentos digitais.
Segundo ele, apesar das críticas políticas à decisão, do ponto de vista econômico a medida pode ser considerada positiva.
Germer avalia que o IOF é um imposto “contra-produtivo”, ao penalizar o movimento do dinheiro e, com isso, desestimula investimentos, inovação e o crescimento econômico.
Leia mais: AGU diz que ainda não há qualquer decisão sobre judicializar derrubada do IOF
“Tributar o movimento do dinheiro é um erro. O que o Brasil precisa é justamente o oposto: facilitar essas transações para estimular a atividade econômica”, afirmou.
Ele deu como exemplo uma empresa nacional que, para produzir um bem, precisa tomar crédito — operação que já incide IOF.
Em seguida, ao importar insumos, a empresa paga novamente o imposto. Mais adiante, seguros e transferências internacionais também são taxadas. No fim da cadeia, o consumidor também arca com esse custo adicional, o que torna os produtos mais caros e o país menos competitivo.
“Essa estrutura de cobrança encarece toda a cadeia produtiva e prejudica o Brasil. Por isso, vejo com bons olhos a derrubada desse aumento”, concluiu.
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