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Entenda por que rating do Digimais acende alerta para investidores
Publicado 23/06/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
Publicado 23/06/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O rebaixamento do rating do Banco Digimais acendeu um alerta para investidores expostos a títulos da instituição e reforçou a necessidade de atenção a promessas de rentabilidade muito acima da média do mercado, avaliou Deivid Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth. Segundo ele, a piora na classificação de risco aumenta a apreensão sobre a capacidade do banco de honrar compromissos e pode afetar a confiança no sistema financeiro.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (23), Martins afirmou que o caso coloca o Banco Digimais no radar dos investidores, em meio a um ambiente já marcado por preocupações envolvendo outras instituições financeiras.
“A gente tem agora o Banco Digimais no radar dos investidores. Diversas instituições financeiras tiveram problema e agora o Digimais traz esse receio para aqueles que fizeram investimento em CDB, até mesmo com promessa de rentabilidade de 130% do CDI”, disse.
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Segundo Deivid Martins, investidores pessoas físicas contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil. Acima desse valor, no entanto, há risco de perdas em caso de deterioração financeira mais grave, intervenção ou liquidação da instituição.
“O investidor tem o Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, que até R$ 250 mil tem uma proteção. Agora, acima desse valor, o investidor pessoa física já teria um prejuízo”, explicou.
O diretor da Brazil Wealth afirmou que investidores teriam entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões aplicados em títulos do banco. Caso houvesse uma liquidação, esse volume poderia pressionar o FGC, que já teria sido acionado recentemente em outros casos do sistema financeiro.
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Martins afirmou que o rebaixamento pela Fitch tem impacto direto sobre a capacidade de captação do banco. Segundo ele, quando uma agência sinaliza risco elevado de calote, a instituição tende a enfrentar mais dificuldade para atrair recursos e pode precisar oferecer taxas ainda maiores.
“Quando uma agência de risco menciona que essa empresa pode passar por dificuldade de honrar seus compromissos, ela vai ter mais dificuldade para captar recurso”, pontuou.
Ele lembrou que os CDBs do banco já ofereciam remuneração elevada, de cerca de 130% do CDI, o que, na avaliação dele, deveria servir como sinal de cautela para o investidor.
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“O alerta que fica para o investidor é aquele famoso ‘não existe almoço grátis’ no mercado financeiro. Quando há uma promessa de rentabilidade muito acima do que outras instituições vêm praticando, tem alguma coisa estranha acontecendo”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO especialista também destacou que a avaliação de risco leva em conta fatores como transparência, qualidade das informações financeiras, liquidez e capacidade de honrar obrigações.
Segundo Martins, a própria Fitch já havia apontado falta de clareza nas informações do Banco Digimais, o que aumentou a desconfiança sobre a instituição e seus projetos futuros. “A agência já trouxe como informação a falta de clareza nos dados financeiros. Isso mostra a percepção de que o banco não tem trazido transparência nas suas informações”, explicou.
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Ele afirmou que esse tipo de sinalização pode provocar resgates por parte dos investidores, exigindo que a instituição gere liquidez em um momento de fragilidade.
Martins também citou a composição da carteira do Banco Digimais como um ponto relevante para entender o risco da instituição.
Segundo ele, cerca de 75% da carteira de crédito está ligada ao financiamento de veículos, enquanto aproximadamente 15% corresponde a crédito consignado. O avanço para mercados menos conhecidos pelo banco teria contribuído para o aumento da inadimplência.
“Eles aumentaram nos últimos anos para mercados que não tinham tanto costume de atender, e aumentou muito o número de inadimplência. Isso acabou dificultando os resultados”, avaliou.
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Para o diretor da Brazil Wealth, o caso ainda exige cautela, já que há investigações em andamento e pontos a serem esclarecidos. Ainda assim, ele afirmou que a combinação entre rebaixamento de rating, dúvidas sobre informações financeiras e suspeitas de irregularidades tende a elevar a apreensão do mercado.
“Teremos que aguardar as cenas dos próximos capítulos para verificar de fato o que houve com o banco, se há essa fraude ou não, quais serão os impactos dentro da companhia e como isso vai impactar o investidor”, concluiu.
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