CNBC

CNBCEleições pelo mundo colocam à prova a influência de Trump no exterior

Notícias do Brasil

Estatais acumulam déficit de R$ 11,4 bilhões até setembro, diz BC

Publicado 29/10/2026 • 20:36 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Estatais registraram déficit primário de R$ 11,4 bilhões de janeiro a setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
  • Em setembro, resultado negativo das empresas chegou a R$ 3,393 bilhões; em 12 meses, déficit acumulado foi de R$ 9,976 bilhões.
  • Estatais federais tiveram déficit recorde para setembro, de R$ 2,014 bilhões, conforme informou um diretor do Banco Central.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Correios estão entre as empresas estatais acompanhadas pelo Banco Central, que registraram déficit primário de R$ 11,4 bilhões entre janeiro e setembro de 2026

As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 11,4 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, segundo as Estatísticas Fiscais divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira (29). O resultado negativo equivale a 0,11% do Produto Interno Bruto (PIB) e reflete a diferença entre receitas e despesas consideradas no cálculo primário, sem incluir os juros da dívida.

Somente em setembro, o saldo das estatais ficou negativo em R$ 3,393 bilhões. No acumulado de 12 meses encerrados em setembro, o déficit foi de R$ 9,976 bilhões, ou 0,07% do PIB. Os dois períodos de referência são diferentes: o resultado de janeiro a setembro supera o acumulado dos últimos 12 meses.

Leia também: Setor público registra déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro, aponta Banco Central

O levantamento do BC abrange empresas estatais não financeiras consideradas nas estatísticas fiscais, incluindo companhias federais e estaduais. Petrobras, Eletrobras e bancos públicos não integram esse conjunto. Entre as empresas abrangidas estão os Correios, a Infraero e a Casa da Moeda.

Estatais federais têm pior setembro da série

Na abertura do resultado, as empresas estatais federais tiveram déficit de R$ 2,014 bilhões em setembro. O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou em entrevista coletiva que esse foi o pior resultado para o mês na série histórica da autoridade monetária.

Rocha explicou que os dados agregados não permitem apontar isoladamente a causa do desempenho. Um resultado primário negativo pode refletir aumento de despesas correntes ou desembolsos com investimentos, que também reduzem o caixa no momento em que são realizados.

Leia também: Estatais federais terão rombo de R$ 7,5 bi em 2027 e déficit até 2030, projeta governo

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

A situação das estatais também está no radar do Tribunal de Contas da União (TCU). Em análise mencionada pelo Correio Braziliense, o tribunal identificou riscos associados à liquidez, ao endividamento e à rentabilidade de empresas públicas, especialmente aquelas com passivos elevados ou em reestruturação.

Setor público registra déficit de R$ 5,5 bilhões

Considerando o conjunto do setor público, que reúne Governo Central, estados, municípios e estatais, o déficit primário de setembro foi de R$ 5,497 bilhões. O resultado ficou abaixo dos R$ 10,012 bilhões de agosto e dos R$ 17,452 bilhões registrados em setembro de 2025.

O Governo Central apresentou superávit de R$ 3,469 bilhões no mês, enquanto estados e municípios, somados, tiveram déficit de R$ 5,573 bilhões. Entre os governos regionais, os estados registraram saldo negativo de R$ 6,260 bilhões, parcialmente compensado pelo superávit de R$ 687 milhões dos municípios.

Leia também: Estatais têm déficit primário de R$ 5,1 bilhões em 2025

De janeiro a setembro, o setor público consolidado acumulou déficit de R$ 94,344 bilhões, equivalente a 0,93% do PIB. Nos 12 meses encerrados em setembro, o saldo negativo foi de R$ 70,121 bilhões, ou 0,52% do PIB, ante 0,62% do PIB até agosto.

Diferença entre déficit fiscal e prejuízo contábil

O resultado primário divulgado pelo Banco Central não corresponde necessariamente ao lucro ou prejuízo contábil das companhias. Investimentos realizados pelas empresas podem pressionar o indicador fiscal, mesmo quando o balanço empresarial apresenta lucro. A autoridade monetária não detalha nesse levantamento a contribuição individual de cada estatal para o saldo agregado.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil