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EUA monitoram crise no STF e estudam novas sanções contra autoridades brasileiras, diz jornal
Publicado 11/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O governo do presidente Donald Trump acompanha a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e avalia a possibilidade de aplicar novas sanções contra autoridades brasileiras. Segundo novas informações, o Departamento de Estado dos EUA já teria algumas medidas preparadas.
O ministro Alexandre de Moraes está entre as autoridades observadas pela administração americana, mas a análise não se limita a ele. Integrantes do governo dos Estados Unidos também acompanham a atuação de outros ministros da Corte e consideram diferentes instrumentos para uma eventual resposta.
Um dos principais pontos de atenção é a sessão extraordinária do STF marcada para o dia 15. O plenário deverá analisar um relatório da Polícia Federal que atribui a Moraes diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão poderá levar à abertura de uma investigação contra o ministro ou à invalidação do documento.
Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do Departamento de Estado pretendem observar especialmente os votos e as manifestações dos ministros durante a sessão. A avaliação feita em Washington deverá influenciar a decisão sobre possíveis medidas adicionais contra autoridades brasileiras.
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Entre os instrumentos analisados pelo governo americano está a adoção de sanções financeiras por meio do Departamento do Tesouro. Nesse cenário, uma das possibilidades é recorrer novamente à Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor restrições econômicas a pessoas acusadas pelo governo americano de determinadas violações.
Moraes já havia sido incluído em sanções baseadas nesse instrumento em julho de 2025. Na ocasião, a medida determinava o bloqueio de eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e estabelecia restrições a transações financeiras envolvendo o ministro.
A punição foi retirada no fim daquele ano, durante uma aproximação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Trump.
Antes da atual controvérsia relacionada ao Banco Master, o tema já havia voltado ao debate em Washington. Em agosto, o Financial Times informou que possíveis medidas contra Moraes ganharam força após decisões do ministro que autorizaram buscas contra fontes ligadas ao jornalista Luís Pablo, do Maranhão.
O próprio jornalista também havia sido alvo de uma operação determinada pelo magistrado.
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Siga o Times | CNBCAliados do ex-presidente Jair Bolsonaro também vêm defendendo junto a integrantes do governo americano a retomada das sanções contra Moraes. Entre eles estão o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Os dois mantêm contatos com integrantes da administração Trump e foram convidados para uma reunião no Departamento de Estado na semana seguinte, segundo o relato apresentado. O encontro deverá abordar a possibilidade de novas medidas contra autoridades brasileiras.
Apesar da preparação dessas ações, não existe um calendário definido para sua adoção. De acordo com a autoridade americana ouvida sobre o caso, a decisão final dependerá de Trump.
Outro fator considerado pelo governo dos Estados Unidos é o possível efeito político de novas sanções durante o período eleitoral brasileiro. Uma ala do Departamento de Estado demonstrava preocupação de que medidas contra autoridades do país pudessem fortalecer eleitoralmente o governo Lula.
Nesse contexto, aliados de Trump encomendaram uma pesquisa ao instituto McLaughlin & Associates. O levantamento, realizado em agosto com 1.991 eleitores brasileiros, buscou medir como novas sanções contra Moraes poderiam afetar as preferências eleitorais.
De acordo com os resultados, 53,3% dos entrevistados afirmaram que uma eventual retomada das restrições financeiras não mudaria seu voto. Outros 24,7% disseram que ficariam mais inclinados a apoiar o senador Flávio Bolsonaro, enquanto 18,2% afirmaram que a medida aumentaria a possibilidade de voto em Lula.
Na avaliação de integrantes do governo americano, esses números reduziram a preocupação de que uma nova rodada de sanções pudesse produzir vantagem eleitoral para o atual presidente brasileiro.
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O levantamento também perguntou aos entrevistados quem seria o principal responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Lula foi apontado por 32% dos participantes, enquanto 25% atribuíram a responsabilidade à família Bolsonaro.
Em outra questão, os entrevistados avaliaram quem estaria mais preparado para defender os interesses brasileiros nas relações com Washington. Flávio Bolsonaro registrou 44%, e Lula, 41%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois aparecem tecnicamente empatados.
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