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Ex-chefe de gabinete de Lula deixa campanha do presidente após revelação de empréstimo com lobista alvo da PF
Publicado 05/08/2026 • 16:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/08/2026 • 16:38 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/Redes sociais
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), decidiu deixar a coordenação da campanha de reeleição do petista após a revelação de um empréstimo de R$ 249 mil recebido da empresária Roberta Luchsinger.
Marcola optou por se afastar da campanha para se dedicar à própria defesa diante da repercussão do episódio.
Roberta foi alvo da Polícia Federal em uma das frentes de investigação relacionadas às fraudes no INSS. Ela é apontada pelos investigadores como lobista e mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
A transferência feita por ela a Marcola também passou a ser analisada pela PF.
Leia também: Empresa ligada a suposto lobby do filho de Lula recebeu R$ 85,7 milhões em contratos com o governo
Em nota divulgada na terça-feira (4), o ex-chefe de gabinete afirmou que recebeu os R$ 249 mil como parte de um empréstimo pessoal e que posteriormente devolveu o valor à empresária.
Marcola negou qualquer irregularidade e afirmou ter colocado seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça para demonstrar que a relação financeira com Roberta se limitou ao empréstimo.
No entanto, ele não informou publicamente quando a operação foi realizada.
Marcola havia deixado o Palácio do Planalto em julho para integrar a coordenação da campanha de Lula.
Ele desempenhava uma função semelhante à exercida na eleição de 2022, com atuação ligada principalmente à agenda e à organização do presidente, ao lado do ex-ministro Gilberto Carvalho.
Com a repercussão do empréstimo, decidiu interromper essa participação.
Pessoas próximas avaliam que Marcola prefere concentrar esforços na apresentação de documentos e explicações sobre a transação.
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Siga o Times | CNBCMarcola é considerado um dos auxiliares de longa data do presidente.
Ele ingressou no Instituto Lula em 2015 e, desde então, passou a atuar diretamente na organização da agenda e das atividades do petista.
Em 2017, participou da coordenação das caravanas de Lula pelo país. No período em que o atual presidente esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre 2018 e 2019, Marcola se mudou para a capital paranaense e permaneceu próximo ao então ex-presidente.
Depois da vitória eleitoral de 2022, assumiu funções no Palácio do Planalto e continuou integrado ao círculo próximo de Lula.
Leia também: Dino autoriza novo inquérito da PF sobre Lulinha e apuração de vazamentos; já são três investigações no STF
A revelação da transferência gerou incômodo entre integrantes do governo.
Auxiliares ouvidos reservadamente pelo jornal O Globo avaliam que, embora a contratação de um empréstimo particular não configure crime, Marcola precisa apresentar documentos que comprovem a origem, as condições e a quitação da operação.
A preocupação política é evitar que o episódio seja associado diretamente a Lula ou ampliado em meio às investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente.
A defesa pública de Marcola tem sido justamente a de que se tratou de uma relação financeira privada, sem qualquer irregularidade.
O caso também entrou na disputa eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na corrida presidencial, passou a usar a relação entre Marcola e Roberta para tentar associar o episódio às investigações sobre as fraudes no INSS.
A estratégia busca ampliar o desgaste político do governo em torno do tema.
Marcola, por sua vez, sustenta que não houve qualquer relação entre o empréstimo e as suspeitas investigadas pela Polícia Federal.
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