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Febraban Tech: juros elevados e inadimplência recorde ameaçam ritmo da economia, afirma economista-chefe da Serasa Experian
Publicado 25/08/2026 • 10:29 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 25/08/2026 • 10:29 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O número de brasileiros inadimplentes chegou a 83,9 milhões, o equivalente a aproximadamente 51% da população adulta, segundo dados citados pela economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack. O cenário ocorre mesmo com a economia ainda apresentando números positivos e em meio a um processo de desaceleração moderada da atividade.
Durante a Febraban Tech, em São Paulo, Camila afirmou que os dados do Banco Central e da Serasa Experian apontam para patamares recordes de inadimplência no país.
Além das pessoas físicas, a executiva chamou atenção para a situação das empresas. Atualmente, são 9,1 milhões de CNPJs inadimplentes, cenário que pode aumentar a pressão sobre a atividade econômica.
Segundo Camila, uma deterioração das condições financeiras das empresas poderia agravar o processo de desaceleração da economia brasileira. Embora os indicadores ainda sejam positivos, a atividade econômica já apresenta sinais de perda de ritmo.
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Siga o Times | CNBCPara a executiva, a taxa de juros elevada é um dos principais fatores por trás do cenário. Apesar dos cortes graduais promovidos pelo Banco Central na Selic, o custo do dinheiro permanece elevado.
Camila ressaltou, porém, que a Selic não é o único indicador relevante para o mercado de crédito. Segundo ela, é preciso observar a precificação da curva de juros, que incorpora as expectativas do mercado para as taxas futuras.
“Hoje, quando a gente olha para a nossa curva de juros no Brasil, a mensagem que nós temos é que o Brasil daqui a dez anos é um país com uma taxa de juros num nível acima de 14%”, afirmou.
Na avaliação da executiva, esse cenário representa um obstáculo para o setor produtivo e deve contribuir para a continuidade da desaceleração da atividade econômica nos próximos meses.
Apesar das dificuldades, Camila ponderou que o Brasil ainda não está em um cenário de recessão. A expectativa, neste momento, é de continuidade da desaceleração, com possíveis impactos adicionais sobre os níveis de inadimplência.
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