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Fiesp diz que corte na Selic é “passo tímido” e critica juros altos

Publicado 16/09/2026 • 18:58 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Fiesp classificou como “passo tímido” o corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano.
  • Entidade afirma que cerca de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados.
  • Paulo Skaf disse que juros elevados e descontrole dos gastos públicos travam investimentos e a retomada do crescimento.
Prédio da Fiesp, em São Paulo.

Prédio da Fiesp, em São Paulo.

Foto: Egil Fujikawa Nes for Connection Consulting

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou nesta quarta-feira (16) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.

Em nota divulgada após a reunião do Banco Central, a entidade classificou o corte como um “passo tímido” diante do quadro econômico e social do país. A Fiesp citou o elevado nível de endividamento de famílias e empresas como um dos principais efeitos do período prolongado de juros altos.

Segundo a federação, cerca de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados. A entidade também afirma que a economia está em desaceleração e que o consumo das famílias permanece estagnado desde 2024.

Leia também: Copom corta Selic em 0,25 ponto e leva taxa a 13,75% ao ano

Skaf critica juros e gastos públicos

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Presidente da Fiesp, Paulo Skaf afirmou que a manutenção dos juros em patamar elevado limita a capacidade de consumo e investimento no país.

“Juros elevados por tempo prolongado, somados ao descontrole dos gastos públicos, sufocam famílias e empresas, travando os investimentos e a retomada do crescimento do Brasil”, disse.

A manifestação ocorre após o Copom promover o quinto corte consecutivo da Selic. Apesar da redução, a taxa básica de juros permanece em 13,75% ao ano.

No comunicado divulgado após a decisão, o Banco Central afirmou que o cenário ainda exige cautela diante da desancoragem das expectativas de inflação, dos riscos elevados e das incertezas no ambiente doméstico e internacional.

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