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Copom corta Selic em 0,25 ponto e leva taxa a 13,75% ao ano
Publicado 16/09/2026 • 18:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/09/2026 • 18:34 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: EBC/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros desde o início do atual ciclo de flexibilização, em março. A decisão foi unânime.
A decisão ficou em linha com a expectativa predominante do mercado financeiro. Desde março, a Selic recuou de 15% para 13,75% ao ano, com cinco reduções seguidas de 0,25 ponto percentual.
Apesar de continuar reduzindo os juros, o Copom manteve uma sinalização de cautela. O colegiado afirmou que o cenário é marcado por aumento significativo da incerteza, expectativas de inflação desancoradas e riscos elevados em torno das projeções.
“O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o Banco Central.
O BC não indicou até onde pretende levar a Selic nem antecipou a decisão da próxima reunião.
No comunicado, o Copom reafirmou que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, de acordo com a evolução dos preços e dos riscos para a inflação.
No cenário doméstico, a autarquia afirmou que os indicadores mostram uma “moderação gradual” da atividade econômica, principalmente nos setores mais sensíveis ao ciclo de juros.
Ao mesmo tempo, o Banco Central classificou a atividade como ainda resiliente e destacou que o mercado de trabalho permanece aquecido.
Segundo o Comitê, os indicadores correntes continuam compatíveis com uma trajetória de desaceleração da economia ao longo de 2026.
O Copom reconheceu que tanto a inflação cheia quanto as medidas de inflação subjacente perderam força nas divulgações mais recentes.
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Siga o Times | CNBCOs indicadores estão abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas permanecem acima da meta perseguida pelo Banco Central.
As expectativas apuradas pela pesquisa Focus também continuam acima do objetivo. O mercado projeta inflação de 4,9% em 2026 e 4,3% em 2027.
Já a projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, é de 3,2% no cenário de referência.
O Banco Central afirmou que os riscos de alta e de baixa para a inflação permanecem mais elevados que o habitual, mas com assimetria altista, ou seja, com maior preocupação com cenários que poderiam pressionar os preços.
Entre os riscos de alta, o Copom destacou a possibilidade de desancoragem prolongada das expectativas, impactos de choques no petróleo e de eventos climáticos, maior persistência da inflação de serviços, depreciação mais duradoura do câmbio e estímulos à demanda capazes de manter a economia crescendo acima de seu potencial.
Entre os riscos que poderiam levar a uma inflação menor, o Comitê citou uma desaceleração mais forte da economia brasileira, uma perda mais intensa de ritmo da economia mundial e uma queda nos preços das commodities.
O comunicado também apontou incertezas no ambiente internacional.
O Copom citou a indefinição em torno dos conflitos armados no Oriente Médio e as dúvidas sobre a condução da política monetária em economias avançadas.
Segundo o Banco Central, esse cenário aumenta a volatilidade dos preços dos ativos e das commodities e exige cautela adicional de economias emergentes, como o Brasil.
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