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Fórum Esfera Brasil: Alta do petróleo deve elevar custo logístico, diz presidente da CNT
Publicado 22/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
Publicado 22/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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A alta do petróleo deve elevar os custos logísticos no Brasil, afirmou Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Segundo ele, o impacto tende a atingir o setor porque a matriz de transportes ainda depende majoritariamente de combustíveis fósseis.
Costa participou do Fórum Esfera Brasil, realizado no Guarujá, litoral de São Paulo, e falou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC sobre infraestrutura, custo Brasil e investimentos em modais alternativos ao transporte rodoviário.
“A alta do petróleo é coisa que foge ao controle de nós brasileiros, seja cidadão, seja governo brasileiro”, afirmou. “Mesmo terminando rápido, nós já não acreditamos que o preço do petróleo volte aos níveis anteriores.”
Segundo o presidente da CNT, alternativas como eletrificação ainda têm participação pequena na matriz de transportes. Por isso, a pressão sobre combustíveis tende a se refletir diretamente nos custos do setor.
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Costa afirmou que o custo Brasil também é resultado da falta de investimento em infraestrutura logística, especialmente nos modais ferroviário e aquaviário. Na avaliação dele, esses meios têm custo mais baixo que o transporte rodoviário e poderiam ampliar a competitividade do país.
“Para mudar o custo Brasil, tem que investir nesses modais”, disse.
O presidente da CNT comparou o Brasil aos Estados Unidos, onde, segundo ele, a logística é mais barata por causa da presença de hidrovias e de uma malha ferroviária ampla. No caso brasileiro, Costa defendeu a aceleração de concessões aquaviárias já previstas pelo governo.
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Siga o Times | CNBC“O rio está pronto. Eu preciso só fazer dragagem. Consigo reduzir o custo em menos de um ano”, afirmou.
Segundo ele, a migração da produção agrícola brasileira do Sul para o Centro-Oeste e o Norte aumenta a importância dos rios navegáveis. Costa disse que o uso das hidrovias pode reduzir o tempo e o custo de deslocamento de produtos como soja e milho até mercados externos.
A ferrovia também é relevante, afirmou Costa, mas exige prazos mais longos e investimentos bilionários. Ele disse que um projeto ferroviário pode levar ao menos cinco anos para sair do planejamento e virar realidade.
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O presidente da CNT também criticou o modelo ferroviário brasileiro. Segundo ele, a existência de monopólios limita a redução do custo logístico, porque operadores tendem a competir com o preço do transporte rodoviário, e não com o custo real da ferrovia.
Para Costa, o país deveria adotar um modelo em que uma empresa explore os trilhos, mas outros operadores possam comprar locomotivas e vagões para usar a malha mediante pagamento de direito de passagem.
“Como na rodovia tem uma concessionária que cobra pedágio, mas qualquer pessoa pode comprar um caminhão e trafegar pela rodovia”, afirmou.
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