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Galípolo recebeu alerta de informante sobre possível propina de Vorcaro a servidores do BC
Publicado 11/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 11/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
Pedro França/Agência Senado /Reprodução Flickr
Presidente do BC, Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu de um informante confidencial informações sobre possíveis pagamentos de Daniel Vorcaro a servidores da área de supervisão bancária da autarquia e encaminhou o caso para investigação da Polícia Federal.
O alerta envolvia Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, que atuavam na fiscalização de instituições financeiras, incluindo o Banco Master. Galípolo levou o relato ao diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, em 7 de janeiro e apontou que os fatos poderiam configurar recebimento de propina, segundo informações reveladas pela Veja.
Leia também: Servidor do BC avisou Vorcaro sobre questionamentos envolvendo Reag
Questionado internamente, Belline afirmou ter recebido R$ 2 milhões de uma empresa ligada a Leonardo Palhares, apontado nas investigações como operador de Vorcaro.
Segundo a versão apresentada pelo servidor, o pagamento estaria relacionado a uma consultoria para um projeto de inclusão financeira de jovens carentes.
Belline disse ainda que, ao ser procurado, ouviu que sua participação efetiva no projeto não seria necessária e que o interesse estaria em utilizar seu nome e sua imagem.
A Polícia Federal, porém, passou a questionar essa justificativa depois de apreender o celular de Vorcaro em novembro de 2025. Mensagens encontradas no aparelho mostraram contatos entre o fundador do Master e Belline e, na avaliação dos investigadores, indicam que o projeto teria funcionado como fachada para o pagamento de vantagem indevida.
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Paulo Sérgio de Souza também foi citado no material levado por Galípolo à área de fiscalização.
O servidor vendeu um sítio em Guaxupé, em Minas Gerais, por R$ 4,5 milhões a um cunhado de Vorcaro. Ele afirmou que só soube da relação familiar entre o comprador e o fundador do Master no momento da formalização da escritura.
As duas situações foram encaminhadas por Galípolo ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ainda em janeiro, para investigação.
Antes disso, Belline e Paulo Sérgio já haviam sido afastados de suas funções por 60 dias pelo diretor de Fiscalização do BC.
Os detalhes aparecem em documentos que estavam sob sigilo e foram liberados após determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.
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