Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil sobe imposto de importação para mais de mil produtos e muda regras para indústria e tecnologia
Publicado 23/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 3 meses
ALERTA DE MERCADO:
Trump assina decreto sobre inteligência artificial que exige que empresas concedam ao governo acesso antecipado
Trump assina decreto sobre inteligência artificial que exige que empresas concedam ao governo acesso antecipado
Abertura de vagas de emprego nos EUA sobe para 7,6 milhões em abril, maior nível em quase dois anos
Ações que mais se movimentaram: Marvell Technology, Hewlett Packard Enterprise, Victoria’s Secret e outras
Blackstone conclui captação de maior fundo de private equity da Ásia
Ações da Marvell disparam 20% após Huang, da Nvidia, falar que empresa vai entrar no “clube do trilhão”
Publicado 23/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Justin Sullivan | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
O governo federal decidiu elevar o imposto de importação de mais de 1.200 produtos, em uma tentativa de conter o avanço das compras externas e fortalecer a indústria nacional. A medida foi formalizada pela resolução Gecex nº 852 e parte já está com a alíquota em vigor desde o último dia 6 e os demais terão a aplicação da mudança no tributo a partir do próximo domingo (1º/3). As alíquotas variam de 7,2% até 25%.
A decisão atinge principalmente máquinas, equipamentos industriais e itens de tecnologia, incluindo servidores, roteadores, impressoras, equipamentos hospitalares e até smartphones.
Internamente, a leitura da equipe econômica é de que o aumento das importações passou a representar um risco estrutural para a indústria brasileira, especialmente em setores intensivos em tecnologia.
Leia também: Tarifa dos EUA muda jogo do café e Brasil ganha vantagem
Nos últimos anos, o Brasil ampliou sua dependência de produtos estrangeiros. Em 2025, as importações de bens de capital e tecnologia somaram cerca de US$ 75 bilhões, com crescimento expressivo.
Segundo o Ministério da Fazenda, os importados já representam cerca de 45% do consumo de máquinas e equipamentos e mais de 50% dos bens de informática e telecomunicações no país.
Para o governo, esse nível é elevado e pode comprometer a capacidade produtiva nacional. Em nota técnica, a pasta classificou o movimento como uma ameaça à estrutura industrial e defendeu a recomposição das tarifas.
A estratégia é “reequilibrar preços relativos” entre produtos nacionais e importados, reduzindo a vantagem competitiva de fornecedores estrangeiros.
Na prática, muitos itens que antes entravam com imposto zero ou reduzido passam a ter alíquotas entre 7,2% e 20%, podendo chegar a 25% em alguns casos.
Leia também: Vale atualiza guidance e deverá investir US$ 3,5 bi na exploração de cobre em Carajás
A medida tende a ter impacto direto em setores que dependem de equipamentos importados, como infraestrutura, energia, petróleo e gás, mineração e agronegócio.
Também há preocupação no setor de tecnologia, que depende fortemente de componentes e máquinas estrangeiras. Em nota, entidades do setor alertaram que a decisão pode afetar toda a economia.
“A tecnologia da informação é uma infraestrutura transversal que sustenta todos os setores econômicos”, afirmou a Associação Brasileira das Empresas de Software.
Na avaliação de representantes do mercado, o aumento das tarifas pode elevar custos, dificultar investimentos e pressionar preços em cadeias produtivas.
Por outro lado, o governo avalia que o impacto inflacionário deve ser limitado, já que a maioria dos itens afetados são bens de produção, e não de consumo direto.
Leia também: Gilead expande domínio em oncologia com aquisição bilionária da Arcellx
A elevação das tarifas faz parte de uma estratégia mais ampla de política industrial, alinhada ao programa Nova Indústria Brasil, que busca estimular a produção doméstica e reduzir a dependência externa.
Segundo técnicos da Fazenda, o movimento segue uma tendência internacional, com países adotando medidas para proteger setores considerados estratégicos.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google“Instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e práticas desleais de comércio”, diz a nota técnica.
Ao mesmo tempo, o governo manteve mecanismos para evitar travar investimentos. Produtos sem fabricação nacional podem continuar com redução ou isenção de imposto por meio de regimes como o ex-tarifário, além de programas como Repetro, Recof e drawback.
Esses instrumentos funcionam como um amortecedor, permitindo proteger a indústria local sem interromper projetos que dependem de tecnologia importada.
A nova política tarifária marca uma mudança relevante na estratégia econômica. Após anos de redução de impostos de importação, o governo volta a usar tarifas como ferramenta de política industrial.
A decisão ocorre em um contexto de queda no superávit comercial e aumento do déficit externo, reforçando a preocupação com a competitividade da indústria brasileira.
Para o mercado, o movimento levanta um debate clássico. De um lado, a necessidade de proteger a produção nacional. De outro, o risco de encarecer investimentos e reduzir eficiência.
O resultado dependerá da execução da política e da capacidade de o país ampliar sua base industrial.
No curto prazo, a medida tende a redesenhar custos e estratégias das empresas. No longo prazo, o objetivo é claro: reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria brasileira em um cenário global mais competitivo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
JHSF inaugura shopping de luxo no interior de São Paulo
2
Mercedes-Benz pode ficar fora do mercado dos EUA por projeto de lei voltado à participação chinesa em montadoras
3
EXCLUSIVO: Galapagos perde concessão bilionária por erro primário em due diligence e mercado questiona gestora
4
Banana ‘de milhões’ desaparece de parede em museu na França
5
Cosan nega venda da Rumo, mas reafirma foco em desalavancagem