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Brasil sobe imposto de importação para mais de mil produtos e muda regras para indústria e tecnologia
Publicado 23/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Justin Sullivan | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
O governo federal decidiu elevar o imposto de importação de mais de 1.200 produtos, em uma tentativa de conter o avanço das compras externas e fortalecer a indústria nacional. A medida foi formalizada pela resolução Gecex nº 852 e parte já está com a alíquota em vigor desde o último dia 6 e os demais terão a aplicação da mudança no tributo a partir do próximo domingo (1º/3). As alíquotas variam de 7,2% até 25%.
A decisão atinge principalmente máquinas, equipamentos industriais e itens de tecnologia, incluindo servidores, roteadores, impressoras, equipamentos hospitalares e até smartphones.
Internamente, a leitura da equipe econômica é de que o aumento das importações passou a representar um risco estrutural para a indústria brasileira, especialmente em setores intensivos em tecnologia.
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Nos últimos anos, o Brasil ampliou sua dependência de produtos estrangeiros. Em 2025, as importações de bens de capital e tecnologia somaram cerca de US$ 75 bilhões, com crescimento expressivo.
Segundo o Ministério da Fazenda, os importados já representam cerca de 45% do consumo de máquinas e equipamentos e mais de 50% dos bens de informática e telecomunicações no país.
Para o governo, esse nível é elevado e pode comprometer a capacidade produtiva nacional. Em nota técnica, a pasta classificou o movimento como uma ameaça à estrutura industrial e defendeu a recomposição das tarifas.
A estratégia é “reequilibrar preços relativos” entre produtos nacionais e importados, reduzindo a vantagem competitiva de fornecedores estrangeiros.
Na prática, muitos itens que antes entravam com imposto zero ou reduzido passam a ter alíquotas entre 7,2% e 20%, podendo chegar a 25% em alguns casos.
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A medida tende a ter impacto direto em setores que dependem de equipamentos importados, como infraestrutura, energia, petróleo e gás, mineração e agronegócio.
Também há preocupação no setor de tecnologia, que depende fortemente de componentes e máquinas estrangeiras. Em nota, entidades do setor alertaram que a decisão pode afetar toda a economia.
“A tecnologia da informação é uma infraestrutura transversal que sustenta todos os setores econômicos”, afirmou a Associação Brasileira das Empresas de Software.
Na avaliação de representantes do mercado, o aumento das tarifas pode elevar custos, dificultar investimentos e pressionar preços em cadeias produtivas.
Por outro lado, o governo avalia que o impacto inflacionário deve ser limitado, já que a maioria dos itens afetados são bens de produção, e não de consumo direto.
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A elevação das tarifas faz parte de uma estratégia mais ampla de política industrial, alinhada ao programa Nova Indústria Brasil, que busca estimular a produção doméstica e reduzir a dependência externa.
Segundo técnicos da Fazenda, o movimento segue uma tendência internacional, com países adotando medidas para proteger setores considerados estratégicos.
“Instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e práticas desleais de comércio”, diz a nota técnica.
Ao mesmo tempo, o governo manteve mecanismos para evitar travar investimentos. Produtos sem fabricação nacional podem continuar com redução ou isenção de imposto por meio de regimes como o ex-tarifário, além de programas como Repetro, Recof e drawback.
Esses instrumentos funcionam como um amortecedor, permitindo proteger a indústria local sem interromper projetos que dependem de tecnologia importada.
A nova política tarifária marca uma mudança relevante na estratégia econômica. Após anos de redução de impostos de importação, o governo volta a usar tarifas como ferramenta de política industrial.
A decisão ocorre em um contexto de queda no superávit comercial e aumento do déficit externo, reforçando a preocupação com a competitividade da indústria brasileira.
Para o mercado, o movimento levanta um debate clássico. De um lado, a necessidade de proteger a produção nacional. De outro, o risco de encarecer investimentos e reduzir eficiência.
O resultado dependerá da execução da política e da capacidade de o país ampliar sua base industrial.
No curto prazo, a medida tende a redesenhar custos e estratégias das empresas. No longo prazo, o objetivo é claro: reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria brasileira em um cenário global mais competitivo.
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