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Guerra no Oriente Médio já leva economistas a rever previsões de PIB, câmbio e inflação

Publicado 21/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • A inflação já é considerada “contratada”, com projeção de 4,7% para 2026, cerca de 1 ponto porcentual acima do cenário pré-conflito.
  • Os efeitos inflacionários tendem a se estender até 2027, embora com menor intensidade, enquanto 2028 permanece mais estável nas projeções.
  • O real mostra resiliência apoiado por superávit comercial maior, diferencial de juros e matriz energética diversificada, mas ainda assim os juros devem encerrar 2026 em torno de 13%.

A escalada da guerra entre Irã e Estados Unidos já levou economistas a revisarem suas projeções para a economia brasileira e do mundo inteiro. O impacto mais imediato aparece na inflação, pressionada pelo choque no preço do petróleo, e deve limitar o espaço para cortes mais intensos de juros ao longo de 2026.

Segundo Andréa D’Amico, economista-chefe e CEO da Buysidebrazil, o cenário atual já configura uma “inflação contratada”, com efeitos que tendem a se prolongar para além deste ano.

“Estamos vivendo um choque de petróleo, típico choque de oferta, que impacta negativamente o PIB e pressiona a inflação para cima”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — licenciado exclusivo CNBC.

Mesmo no cenário considerado mais benigno, com o barril de petróleo em torno de US$ 90 e a hipótese de um cessar-fogo mais duradouro, a consultoria projeta inflação de 4,7% em 2026, nível próximo ao indicado pelo Boletim Focus e cerca de 1 ponto porcentual acima das estimativas anteriores ao conflito.

A pressão inflacionária, segundo D’Amico, não se encerra no curto prazo. Os efeitos secundários do choque devem ainflação lcançar 2027, ainda que com menor intensidade. Para 2028, a casa mantém uma visão mais estável, sustentada principalmente pelo comportamento esperado do câmbio.

Apesar do ambiente externo adverso, o real tem demonstrado resiliência. Ao longo do conflito, a moeda brasileira se descolou do padrão observado entre países emergentes, que, em geral, registraram depreciação frente ao dólar.

Esse movimento é explicado por fatores estruturais. A Buysidebrazil revisou sua projeção de superávit da balança comercial brasileira de menos de US$ 60 bilhões para cerca de US$ 78 bilhões, refletindo ganhos nos termos de troca e maior robustez das contas externas.

Além disso, o elevado diferencial de juros segue atraindo capital estrangeiro, por meio do carry trade. “Somam-se a isso os termos de troca favoráveis, o fluxo cambial positivo e uma matriz energética diversificada, menos dependente de petróleo. Esse conjunto cria um viés de apreciação para o real e funciona como amortecedor do choque externo”, afirma.

Esse conjunto de fatores sustenta um viés de apreciação para o real e permite uma leitura ligeiramente mais otimista que a média do mercado para a inflação. Ainda assim, o quadro exige cautela na condução da política monetária.

Com a inflação pressionada, a expectativa de cortes mais agressivos na taxa básica de juros foi revista. Projeções que antes indicavam níveis entre 12% e 12,25% ao fim de 2026 deram lugar a estimativas mais elevadas. “Enquanto o Focus aponta 4,8%, projetamos 4,7%, com viés de câmbio mais apreciado”, adiciona.

A Buysidebrazil projeta que a taxa de juros encerre o ano em 13%, refletindo a necessidade de uma postura mais parcimoniosa por parte do Banco Central diante de um ambiente global mais incerto e inflacionário.

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