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Ibovespa fecha em alta de 0,26% com sinais positivos para guerra no Irã e boas perspectivas para juros
Publicado 01/04/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/04/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 meses
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Petroleiras foram destaque em semana de baixas no Ibovespa
O Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira, encerrou a sessão desta quarta-feira (1), em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos, em uma sessão marcada pela melhora do apetite de risco global. Os investidores seguem acompanhando o dilema do Estreito de Ormuz de perto, o que fez os ânimos melhorarem no pregão diante dos avanços nas negociações entre Donald Trump e Irã.
Na sessão, o volume da bolsa brasileira foi de R$ 35,7 bilhões, com o índice oscilando entre 187.255 e 189.130 pontos. Para João Daronco, analista da Suno, o Ibovespa teve um começo de pregão de alta substantiva, de quase 1%, que foi contida pela falta de dados objetivos sobre o rumo do conflito. “Essa incerteza, somada ao clima de espera, tem mantido o mercado em compasso de espera, sem uma direção definida, seja ela positiva ou negativa”, afirmou.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a alta vem em linha com o otimismo no ambiente externo, impulsionado pelas bolsas americanas, com perspectivas de uma resolução mais célere ou, ao menos, uma redução no conflito no Oriente Médio. “Com a normalização dos preços do petróleo, há perspectiva de juros menores nos EUA e também no Brasil”, afirma.
O efeito da percepção é que as empresas de setores sensíveis a juros, como as do mercado imobiliário, como Cyrela (4,75%) e Cury (4,32%), siderúrgicas como a Gerdau (3,79%) e o setor financeiro, além de outras empresas cíclicas como a Embraer (4,74%), avançam diante da continuidade da queda de juros.
Do lado negativo, o destaque vai para as petrolíferas, que acompanham a queda dos preços do barril de petróleo. A Marfrig liderou as perdas, caindo 3,93% aos R$ 20,79, seguida pela Braskem (-3,72%), Petrobras (-3,67%) e Brava Energia (-3,65), segundo dados do Trademap.
O encerramento do conflito entre Estados Unidos e Irã e a consequente reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram uma perspectiva otimista para os mercados globais, disse David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que, embora o volume comprador tenha diminuído ao longo do dia, o cenário externo foi o principal motor da valorização: “O mercado trabalhou de maneira mais otimista pela manhã e, mesmo com a diminuição dessa expectativa ao final do dia, tivemos um dia positivo acompanhando as bolsas no mundo. Isso reflete a perspectiva de encerramento da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz, o que traz um arrefecimento no valor do petróleo e reduz a pressão sobre a inflação”.
Sobre o reajuste de 55% no querosene de aviação, o especialista pontuou que a Petrobras precisava recompor suas margens diante da volatilidade da commodity. “Vemos como uma certa normalidade esse repasse por conta do custo, já que o preço da aviação está muito atrelado ao petróleo. Como a Petrobras é uma empresa com peso político relevante e estamos em ano de eleição, o governo tenta equilibrar esse impacto, mas a defasagem precisava ser corrigida para não prejudicar os resultados da companhia”, explicou.
Mesmo com a queda das ações da petroleira no dia, David Martins ressaltou que a empresa ainda opera em patamares elevados devido aos novos fundamentos de preço. “A queda de hoje reflete o recuo do petróleo, mas a Petrobras bateu topo histórico recentemente. O mercado já não trabalha mais com o barril na casa dos US$ 60 (R$ 322,80), mas sim num patamar mais elevado, na faixa de US$ 80 (R$ 430,40), o que continua impulsionando os resultados operacionais da empresa no longo prazo”, afirmou.
No setor farmacêutico internacional, a aprovação de novos medicamentos para emagrecimento pela Eli Lilly movimentou o mercado americano e atraiu a atenção de investidores globais. “Vemos a indústria farmacêutica muito impulsionada por esses medicamentos que facilitam o emagrecimento. Essa briga entre gigantes tem trazido boas possibilidades de ganho para os acionistas, pois muda a dinâmica de consumo da população global e beneficia empresas que distribuem esses produtos para o mundo todo”.
Por fim, o especialista alertou que, apesar da queda recente do dólar para patamares próximos a R$ 5,20, a volatilidade política deve voltar a ditar o ritmo do câmbio no Brasil. “O dólar começou o mês de abril devolvendo ganhos e voltando ao cenário pré-guerra, mas a partir da semana que vem a definição dos candidatos à eleição presidencial deve começar a fazer preço. O fluxo estrangeiro que impulsionou a bolsa em 17% este ano pode reagir a esse cenário político, que ainda não foi totalmente absorvido pelo mercado”.
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