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Indonésia reforça biodiesel e amplia pressão por aumento da mistura no Brasil
Publicado 26/06/2026 • 11:32 | Atualizado há 3 semanas
Publicado 26/06/2026 • 11:32 | Atualizado há 3 semanas
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A decisão da Indonésia de elevar para 50% a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel a partir de 1º de julho fortalece o argumento para que o Brasil acelere o aumento da participação do biocombustível em sua matriz energética, afirmou Erasmo Battistella, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (26) Segundo ele, o país reúne condições técnicas e industriais para avançar imediatamente para o B17.
O especialista destacou que a experiência indonésia demonstra que misturas superiores às previstas atualmente pela legislação brasileira são viáveis, inclusive em uma frota com características semelhantes à nacional.
Battistella observou que a Indonésia já utilizava uma mistura de 40% de biodiesel e, agora, avança para 50%, superando o cronograma estabelecido pelo Brasil na Lei do Combustível do Futuro.
Leia também: Erasmo Battistella: Biodiesel ganha força com avanço dos testes do B25 e pressão do petróleo
“A Indonésia está na nossa frente, já está em 50%. Tecnicamente falando, nós podemos aspirar, no futuro, misturas ainda maiores que 25%, visto que a Indonésia já está fazendo isso”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que o biodiesel brasileiro possui qualidade superior ao utilizado no país asiático e que os fabricantes de veículos presentes no Brasil também atuam na Indonésia.
“O biodiesel brasileiro tem uma qualidade ainda superior ao biodiesel da Indonésia. Então, é um exemplo muito bom para que o Brasil possa avançar nesse aumento de mistura imediatamente”, acrescentou.
Leia também: Acordo entre EUA e China pode pressionar soja brasileira e acelerar aposta no biodiesel, diz especialista
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Siga o Times | CNBCSegundo Battistella, os testes em andamento para a adoção do B25 oferecem segurança técnica para ampliar, desde já, a mistura obrigatória para 17%, medida que depende de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Ele argumentou que o país dispõe de capacidade industrial instalada, matéria-prima suficiente e segue importando diesel, cenário que considera favorável para a mudança. “Nós estamos defendendo o B17 porque temos capacidade produtiva, matéria-prima disponível e é isso que o setor espera do CNPE”, ressaltou.
O especialista acrescentou que diversas montadoras já homologaram motores capazes de operar com percentuais ainda maiores de biodiesel.
Leia também: Cerca de 70% do biodiesel no Brasil vem da Soja; planta é fundamental para transição energética, diz especialista
Na avaliação de Battistella, ampliar a participação do biodiesel traz benefícios ambientais, reduz a dependência das importações de diesel e fortalece a economia nacional. “Cada 1% de biodiesel a mais representa hoje uma economia de 6 bilhões para a economia brasileira, porque o biodiesel não tem subvenção e o diesel importado tem subvenção”, destacou.
Ele afirmou que a expansão da produção nacional impulsiona o agronegócio, gera empregos, aumenta a renda e melhora a qualidade do ar. “Nós temos indústria instalada, fábricas novas prontas para produzir biodiesel e matéria-prima nacional. Essa decisão da Indonésia respalda toda a nossa defesa técnica para aumentar a mistura no Brasil”, concluiu.
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