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João Carlos Mansur é alvo de investigação em nova fase da operação da PF sobre o Banco Master
Publicado 14/01/2026 • 12:55 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 14/01/2026 • 12:55 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
João Carlos Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa das investigações relacionadas ao Banco Master. A ofensiva inclui mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos e ex-comandante da gestora, citada em apurações que envolvem suspeitas de conexão com organizações criminosas.
A operação também alcança imóveis associados ao empresário Nelson Tanure. No mesmo contexto, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi preso ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Mansur ganhou projeção no mercado financeiro como criador da Reag Investimentos. Nos bastidores do Palmeiras, clube do qual integra a estrutura administrativa, ele é apontado como alguém que nutre a intenção de disputar a presidência no futuro. A reportagem busca contato com o empresário. Em setembro de 2025, Mansur deixou o comando do Conselho de Administração da Reag após o agravamento de uma crise institucional provocada por investigações envolvendo o PCC.
Em abril deste ano, ele passou a integrar o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras, órgão responsável pela supervisão financeira e administrativa do clube.
Leia também: BRB avança para recuperar recursos do Banco Master
A relação com o futebol ganhou visibilidade em novembro de 2024, quando a Reag anunciou um acordo com o zagueiro Vitor Reis, então revelado pelo Palmeiras e atualmente no Manchester City. O contrato previa ações de marketing e exploração da imagem do atleta.
A ligação de Mansur com o Palmeiras, no entanto, não é recente nem isenta de controvérsias. Em 2009, o Conselho de Orientação e Fiscalização foi provocado a analisar um contrato que previa o pagamento mensal ao empresário por serviços de consultoria relacionados às obras do antigo Parque Antarctica. À época, a estimativa apontava um valor total de R$ 2,4 milhões. O então presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou desconhecer o acordo e solicitou apuração interna.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Cunhado de Vorcaro é preso ao tentar embarcar para Dubai em jatinho
Paralelamente, a Reag também administra a Arena Fundo de Investimento Imobiliário, veículo que detém participação na Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Mansur ainda preside o conselho de administração da Revee, empresa listada na B3 desde abril, que não foi mencionada nas operações mais recentes.
A Reag já havia sido alvo de buscas em agosto de 2025, no âmbito de uma investigação que apura a atuação do PCC na cadeia de combustíveis e no sistema financeiro. Segundo o Banco Central, ao menos seis fundos de investimento são suspeitos de integrar o esquema de fraude atribuído a Daniel Vorcaro. Esses fundos também aparecem em inquéritos que investigam a entrada da facção criminosa na economia formal, entre eles o Reag Growth 95.
Leia também: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos
As diligências contra Mansur integram a segunda fase da operação Compliance Zero. Nesta etapa, a Polícia Federal apura indícios de que fundos de investimento foram utilizados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025, acusado de liderar um esquema de criação de carteiras fictícias de crédito com o objetivo de valorizar o banco e viabilizar sua venda ao BRB (Banco de Brasília). De acordo com a PF, a prisão ocorreu no dia 17 daquele mês, quando ele tentava deixar o país.
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