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Leilões de rodovias são chave para reduzir custo logístico do país, diz ministro dos Transportes durante Expert XP 2026

Publicado 24/07/2026 • 16:39 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • George Santoro afirma que o Brasil gasta o equivalente a 15% do PIB com logística e precisa reduzir esse custo.
  • Ministro cita a concessão da Régis Bittencourt como exemplo de projeto para melhorar segurança e fluxo de cargas.
  • Debêntures de infraestrutura devem movimentar R$ 60 bilhões neste ano, segundo Santoro.

A ampliação dos leilões de rodovias é uma das principais estratégias do governo para reduzir o custo logístico do Brasil e aumentar a competitividade da economia, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, durante a Expert XP 2026, Santoro disse que o país gasta atualmente o equivalente a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) com logística e precisa aproximar esse percentual de 6%.

“O Brasil hoje tem 15% do seu PIB gastos em logística. A gente precisa reduzir esse custo para 6%. É uma meta ambiciosa, mas precisa trabalhar para isso”, afirmou.

Segundo o ministro, investimentos em rodovias podem reduzir o tempo de transporte, diminuir perdas de cargas, melhorar a segurança viária e aliviar custos que acabam incorporados aos preços dos produtos.

Leia também: EPR vence leilão da Régis Bittencourt com deságio de 22,5%

Régis Bittencourt exemplifica custo da infraestrutura

Santoro citou a Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, como um dos principais exemplos dos gargalos logísticos do país.

A EPR venceu o leilão da concessão após oferecer desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio. O processo permitiu rever o contrato e trocar o controlador sem interromper a operação da rodovia.

Segundo o ministro, o contrato anterior não comportava o volume de investimentos necessário para enfrentar os problemas do trecho.

“A necessidade de investimentos era muito grande e o contrato não comportava esses novos investimentos. Fizemos uma negociação com a empresa, levamos ao TCU e depois ao leilão para verificar se o mercado apresentaria uma proposta melhor”, disse.

Santoro afirmou que a rodovia ficou interrompida por um total de 52 dias no último ano, considerando todos os bloqueios, e registra, em média, um tombamento de caminhão por dia.

“Isso vira um custo para o Brasil, um custo logístico que um projeto como esse procura resolver, aumentando a segurança viária e melhorando os custos da logística brasileira”, afirmou.

Além das perdas de carga, os acidentes provocam interrupções de várias horas e afetam empresas, trabalhadores e passageiros que circulam entre as regiões Sul e Sudeste.

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Capital privado ganha espaço nos investimentos

O ministro afirmou que o modelo de financiamento da infraestrutura mudou e passou a depender mais de investidores privados.

Segundo Santoro, o BNDES deixou de financiar integralmente os projetos com juros subsidiados, enquanto títulos como debêntures de infraestrutura e debêntures incentivadas passaram a ter papel central.

“Este ano, vamos bater R$ 60 bilhões. É esse dinheiro que financia os projetos desses leilões”, disse.

Na avaliação do ministro, os recursos aplicados nesses títulos deixam de ficar concentrados em aplicações financeiras e passam a financiar obras com efeitos diretos sobre a economia.

“Esse dinheiro vira mobilidade urbana, melhoria da qualidade de vida das pessoas e redução dos custos logísticos do Brasil”, afirmou.

Leia também: Leilão Régis Bittencourt: três grupos disputam contrato de R$ 7,2 bilhões da rodovia

Novos grupos entram no mercado de concessões

Santoro disse que o governo realizou 25 leilões rodoviários e que 18 novos grupos passaram a disputar concessões no período.

A EPR, vencedora do leilão da Régis Bittencourt, é uma empresa brasileira que entrou recentemente nesse mercado.

“Esse grupo, até 2022 ou 2023, nunca tinha participado de leilões. Essa mudança que estamos vendo no mercado é muito importante”, afirmou.

O ministro também destacou a busca por capital estrangeiro. Segundo ele, o governo tem apresentado os projetos a fundos de pensão, fundos soberanos e investidores internacionais.

“Quando vem dinheiro de fora, é um dinheiro com juros menores, que melhora o projeto e ajuda a viabilizar os investimentos dentro do Brasil”, disse.

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