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‘Lula perdeu governabilidade’: Flávio Bolsonaro e oposição avaliam rejeição do Senado a Messias
Publicado 29/04/2026 • 21:29 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 29/04/2026 • 21:29 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 29, que a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal representa o fim da governabilidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Com essa votação, o governo acabou. O governo não tem governabilidade, não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui. Isso é consequência de muita incompetência e de muita corrupção no governo”, declarou a jornalistas, após a sessão do plenário que rejeitou o nome de Messias.
Para o parlamentar, o resultado prejudica a governabilidade de Lula já em 2026. “Já era esperado. A única certeza que tenho é que a partir de 2027, o Lula não será mais presidente da República. Acho só que estou errando a data. Pode ser a partir de 2026”, continuou o parlamentar.
Flávio negou ter articulado para derrotar Messias e disse que a rejeição partiu de um movimento “espontâneo” dos senadores. O pré-candidato disse, porém, que Lula tem o direito de enviar outra indicação. “Não sei qual vai ser a postura dele. Ele tem direito de indicar mais um. O direito de indicá-lo é do presidente da República, o direito de aprovar o nome é do Senado”, falou.
A líder da bancada do Progressistas no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a rejeição da Casa à indicação de Messias foi uma “decisão histórica”. “Foi uma votação soberana da Casa, que cumpriu seu papel constitucional de decidir sobre a composição da Corte Suprema, com total independência do Executivo”, avaliou a senadora em publicação no Instagram.
Messias foi rejeitado por 42 votos contra a 34 votos favoráveis no plenário do Senado Federal. Para ter o nome aprovado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, eram necessários 41 votos favoráveis. É a primeira vez na história recente que um indicado pelo presidente da República é rejeitado pela Casa. O último caso havia sido em 1894.
Após uma derrota histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), avaliou que o momento simboliza o fim do governo Lula 3.
“Não tem dúvida que perde capital crítico. Eu acho que inclusive que hoje acaba o Lula 3. Se perde credibilidade, se perde capacidade de articulação. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante”, disse Marinho em conversa com jornalistas.
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