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Marabraz pede à Justiça bloqueio de ações de credores por 180 dias

Publicado 09/09/2026 • 10:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores durante a análise da recuperação judicial.
  • O grupo também quer manter serviços essenciais, liberar valores bloqueados e garantir acesso a imóveis para retirar mercadorias e outros bens.
  • A recuperação judicial envolve cinco empresas e um passivo de cerca de R$ 140,2 milhões; as lojas continuam funcionando.

O Grupo Marabraz solicitou à Justiça de São Paulo a suspensão, por 180 dias, de medidas de cobrança adotadas por credores enquanto tramita seu pedido de recuperação judicial. A empresa também busca garantir a continuidade de serviços considerados necessários para manter suas atividades.

A solicitação foi apresentada em complemento ao processo de recuperação judicial protocolado em 15 de agosto de 2026. Entre as medidas requeridas estão o desbloqueio de valores financeiros e a interrupção temporária de atos de cobrança e execução contra empresas do grupo.

O período de proteção contra credores, conhecido no processo de recuperação judicial como período de suspensão, normalmente passa a valer após o deferimento do processamento da recuperação. De acordo com a Folha de S. Paulo, a Marabraz tenta antecipar parte desses efeitos enquanto aguarda uma decisão da Justiça.

Leia também: Marabraz: holding de imóveis da família Fares vira alvo de disputa judicial

Empresa tenta preservar serviços usados na operação

No pedido, o grupo relaciona fornecedores cujos serviços considera necessários para manter lojas e outras estruturas em funcionamento. A lista inclui empresas responsáveis por água, energia elétrica, telefonia, internet e outros serviços ligados à operação.

Uma das companhias citadas, a Redecard, contestou na Justiça a classificação de seu serviço como essencial. A empresa de pagamentos alegou que o contrato com a Marabraz já havia sido encerrado por falta de pagamento em novembro de 2025 e sustentou que sua atividade não faz parte diretamente da cadeia operacional da varejista.

A análise sobre a manutenção desses contratos e serviços caberá ao Judiciário no âmbito do processo de recuperação.

Pedido também envolve imóveis e valores bloqueados

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A Marabraz quer ainda recuperar o acesso a recursos financeiros que tenham sido bloqueados em razão de cobranças anteriores ao processo. Segundo o pedido, a liberação desses valores seria necessária para financiar despesas da operação durante a reestruturação.

Outra solicitação envolve imóveis que são alvo de ordens de despejo ou que já foram retomados por proprietários. A varejista pede autorização para entrar nesses locais pelo período necessário para retirar estoques, equipamentos e outros bens que permaneçam nas unidades.

A documentação apresentada à Justiça identifica imóveis e locadores relacionados a essas disputas.

Leia também: Quem é o dono da Marabraz? Conheça a família por trás da varejista

Recuperação reúne cinco empresas e dívida de R$ 140 milhões

O processo de recuperação judicial abrange cinco empresas ligadas à operação da rede: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.

O passivo informado no pedido é de aproximadamente R$ 140,2 milhões.

Ao recorrer à recuperação judicial, o grupo declarou enfrentar dificuldades de caixa e restrições de liquidez. A empresa sustenta, no entanto, que pretende reorganizar suas obrigações financeiras e manter a atividade comercial durante o processo.

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