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Quem é o dono da Marabraz? Conheça a família por trás da varejista
Publicado 18/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 18/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Foto: reprodução
Quem é o dono da Marabraz? Conheça a família por trás da varejista
A Marabraz nasceu de um negócio criado pela família Fares e, mais de 60 anos depois, continua sob influência dos descendentes do fundador. A rede, que chegou a ter 135 lojas no estado de São Paulo, entrou em recuperação judicial em agosto de 2026 com dívidas de R$ 140,188 milhões.
A história começou em 1965, quando o imigrante libanês Abdul Hamid Mohamad Fares abriu a Credi-Fares, na Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Após sua morte, em 1978, os filhos assumiram o negócio. Em 1986, a família adquiriu a marca Lojas Marabraz, que se tornou a identidade comercial da rede.
Ao longo das décadas, a empresa cresceu e se consolidou no varejo de móveis e eletrodomésticos. A expansão levou a família a criar também uma estrutura para administrar o patrimônio acumulado com o negócio, segundo o Estadão.
Leia também: EXCLUSIVO: Marabraz pede recuperação judicial para reestruturar dívidas de R$ 140 milhões
Nasser e Jamel Fares, filhos de Abdul, integram a segunda geração da família no comando da Marabraz. Os dois também estão no centro de uma disputa envolvendo a LP Administradora de Bens, holding criada em 2006 para administrar o patrimônio familiar e os dividendos recebidos das Lojas Marabraz.
Em 2011, Nasser e Jamel transferiram suas participações na holding para os filhos. Nasser passou sua participação para a filha, Najla. Jamel transferiu suas cotas para Karine, Sumaya e Abdul. Outro irmão da família, Adiel, também repassou sua participação aos filhos Nader e Raquel.
Com as transferências, filhos e sobrinhos dos irmãos Fares passaram a integrar a estrutura societária da holding. Posteriormente, Nasser e Jamel recorreram à Justiça para tentar recuperar o controle da sociedade.
A disputa judicial ainda não terminou. Em dezembro de 2024, uma decisão de primeira instância determinou a retomada do controle da holding pelos patriarcas.
Em abril de 2025, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a liminar e manteve os herdeiros na administração da LP enquanto o recurso segue em análise. As duas partes apresentam versões diferentes sobre a transferência das cotas.
Nasser e Jamel afirmam que a operação ocorreu apenas formalmente e tinha como objetivo proteger o patrimônio familiar de possíveis dívidas da Marabraz. Os herdeiros, por outro lado, defendem a validade da transferência e negam que a holding tenha responsabilidade pela crise financeira da varejista.
Portanto, a decisão judicial não encerrou a discussão sobre a propriedade das cotas. No momento, os herdeiros permanecem na administração da holding.
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Siga o Times | CNBCA LP Administradora concentra imóveis da família Fares. Segundo a Marabraz, esses ativos ajudavam a garantir operações de crédito utilizadas pela varejista.
No pedido de recuperação judicial, a empresa afirma que a ruptura dessa estrutura dificultou o acesso a financiamentos. Segundo a companhia, instituições financeiras passaram a exigir novas garantias, reduzir limites, aumentar custos e, em alguns casos, deixar de renovar linhas necessárias ao capital de giro.
Os herdeiros contestam essa relação. A defesa sustenta que a LP possui administração, patrimônio e responsabilidades próprios e não participa da gestão da Marabraz.
Assim, a relação entre a holding e a crise financeira é um dos principais pontos de divergência entre os integrantes da família. A Marabraz atribui parte da dificuldade de financiamento à perda das garantias imobiliárias, enquanto os atuais sócios da LP rejeitam essa interpretação.
A disputa ocorre enquanto cinco empresas ligadas à operação da Marabraz tentam reorganizar um passivo de R$ 140,188 milhões. O pedido de recuperação judicial também menciona mais de mil reclamações trabalhistas envolvendo mais de uma das sociedades.
A companhia afirma que a crise é principalmente financeira e de liquidez, e não resultado da inviabilidade do negócio. Por isso, pediu medidas para preservar a operação, como a suspensão de cobranças e a manutenção de serviços essenciais.
A Marabraz também informou que continuará com as lojas abertas e que pretende priorizar a preservação dos empregos e das relações com clientes, fornecedores e parceiros.
Dessa forma, embora a Marabraz continue ligada à família Fares, a estrutura de controle ficou dividida entre gerações. Enquanto Nasser e Jamel seguem ligados ao comando da varejista, os herdeiros administram a holding que concentra o patrimônio imobiliário familiar.
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A recuperação judicial acrescenta, portanto, uma nova etapa à história da família: além de renegociar R$ 140 milhões em dívidas, a empresa enfrenta os efeitos de uma disputa societária que envolve justamente parte dos ativos usados historicamente em sua estrutura de financiamento da Marabraz.
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