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Banco Master: Renan Calheiros acusa CVM de “cegueira” e anuncia investigação
Publicado 22/01/2026 • 18:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 22/01/2026 • 18:00 | Atualizado há 5 meses
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Antonio Cruz / Agência Brasil
Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, subiu o tom nesta quinta-feira (22) contra os órgãos reguladores ao comentar o colapso do Banco Master.
Em suas redes sociais, o parlamentar anunciou a criação de uma subcomissão específica dentro da CAE para investigar o episódio, que ele descreveu como uma exposição de “falhas graves” que custaram caro à sociedade brasileira.
Embora tenha reconhecido a liquidação do banco como uma medida dura e necessária, Renan Calheiros criticou o Banco Central pelo que chamou de atuação “tardia”.
Segundo o senador, o atraso na intervenção gerou um prejuízo estimado em R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de perdas devastadoras para investidores individuais e fundos de pensão.
O alvo principal do senador, no entanto, foi a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Renan acusou a autarquia de “claudicar em sua missão primária” de fiscalizar os fundos de investimento. Para o parlamentar, não se tratou de um erro administrativo comum, mas de uma “cegueira total” diante da marcação de preços das cotas dos fundos.
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Ele questionou como o regulador permitiu que ativos fossem precificados de forma irreal, criando uma “bolha de ilusão” sem emitir sinais de alerta. “Queremos saber quem operou, quem autorizou e também quem fechou os olhos”, disse o senador, sinalizando que a subcomissão realizará audiências profundas e convocações de gestores e autoridades.
Em um dos trechos mais contundentes de sua fala, Renan Calheiros alertou para o risco de o mercado de capitais estar sendo utilizado como fachada para atividades ilícitas. Ele afirmou que o Senado não aceitará a transformação do sistema financeiro em uma “lavanderia de ativos” para o crime organizado sob o disfarce de investimentos complexos.
O senador finalizou garantindo que a CAE cumprirá seu papel constitucional de investigar a fundo o caso, defendendo que a punição de quem descumpriu as normas atuais deve vir antes da criação de novas regras. “O Brasil não aceita mais pagar a conta da omissão”, concluiu.
Procurada pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a CVM ainda não se manifestou.
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