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Mercado imobiliário nos EUA registra salto nas desistências de venda; veja por que isso preocupa
Publicado 08/12/2025 • 10:54 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 08/12/2025 • 10:54 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Chaves de uma casa
Foto: Unsplash
O final do outono tende a ser a época em que a maioria das casas sai do mercado, pois os vendedores até então sem sucesso preferem não passar pelos meses mais lentos do inverno. Em outubro, no entanto, as retiradas de listagens (delistings), que são reportadas com um mês de atraso, aumentaram 45,5% no acumulado do ano e quase 38% em relação a outubro de 2024, de acordo com um novo relatório da Realtor.com.
O relatório chama isso de “taxa incomumente alta”, já que este é agora o ano de maior retirada de listagens desde que começaram a monitorar em 2022. As retiradas de listagens começaram a subir em junho e permaneceram elevadas por 5 meses consecutivos. Cerca de 6% das listagens ativas estão saindo do mercado a cada mês, o que é tipicamente visto apenas no pico do inverno (dead of winter).
Além disso, mais potenciais compradores estão se dirigindo para o que a Realtor.com chama de “mercados de refúgio”. Estas são áreas onde os preços das casas são muito mais acessíveis e não viram a alta (runup) nos preços durante os primeiros anos da pandemia.
“O aumento das retiradas de listagens e o crescimento dos mercados de refúgio capturam o push and pull (empurra e puxa) que define o mercado imobiliário de hoje”, disse Danielle Hale, economista-chefe da Realtor.com. “Essas dinâmicas refletem como taxas mais altas e anos de rápido crescimento de preços reescreveram as regras de engajamento para compradores e vendedores.”
Hale prevê uma melhoria gradual no próximo ano, com taxas de hipoteca potencialmente mais baixas e oferta mais consistente, criando um mercado cada vez mais equilibrado entre comprador e vendedor.
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Algumas das cidades que viram o maior crescimento de preços nos últimos cinco anos estão agora vendo a maior parcela de vendedores frustrados. Miami, Florida, Denver, Colorado e Houston, Texas viram a maior proporção de casas retiradas de listagem em comparação com as recém-listadas.
O preço mediano de listagem em novembro nacionalmente foi 0,4% menor do que em novembro de 2024, de acordo com a Realtor.com. Foi, no entanto, ainda 36% maior do que em novembro de 2019, pré-pandemia. Novas listagens aumentaram apenas 1,7% em relação a um ano atrás.
Os ganhos de preço são muito mais fortes nos mercados de refúgio, como Grand Rapids, Michigan, onde subiram 5,5% em relação ao ano anterior, e St. Louis, Missouri, onde subiram 5%. Cleveland, Ohio, Milwaukee, Wisconsin e Pittsburgh, Pennsylvania completam os mercados de refúgio com melhor desempenho. Os preços nesses mercados ainda estão 20-30% abaixo da mediana nacional.
Outra tendência preocupante neste outono — contratos cancelados. Cerca de 15% dos acordos de compra de casas foram cancelados em outubro, um aumento em relação aos 14% do ano anterior, de acordo com a Redfin. Os cancelamentos estão agora bem acima dos níveis pré-pandemia.
Regionalmente, San Antonio, Texas, viu o maior número de negócios cancelados, com mais de um em cada cinco (21%) vendas pendentes de casas não se concretizando (falling through) em outubro. Foi seguido por Fort Lauderdale, Florida (20%), Fort Worth, Texas (19,7%), Las Vegas, Nevada (19,2%) e Jacksonville, Florida (19,2%).
O relatório citou altos custos de moradia, bem como incerteza econômica.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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