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Negociações EUA-Irã: Mercado brasileiro tem vantagem doméstica e externa, diz economista
Publicado 14/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 14/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
O mercado financeiro brasileiro segue embalado por uma combinação de fatores externos e domésticos que têm favorecido ativos de risco, com destaque para a bolsa e o câmbio. A avaliação é da economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC.
Segundo ela, o ingresso consistente de capital internacional tem sustentado a sequência de recordes do Ibovespa, mesmo em um cenário global ainda marcado por incertezas. O Brasil, nesse contexto, passou a ocupar posição de destaque entre investidores estrangeiros, atraídos tanto por oportunidades relativas quanto pela diversificação geográfica.
A perspectiva de retomada das negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio também contribui para um ambiente mais favorável. Um eventual alívio nas tensões tende a elevar o apetite global por risco, o que pode impulsionar ainda mais a bolsa brasileira e levá-la a atingir o patamar simbólico de 200 mil pontos no curto prazo.
No horizonte mais amplo, a economista avalia que há espaço para valorização adicional do mercado acionário ao longo de 2026. Além do capital externo, um possível ciclo de queda de juros no Brasil pode estimular a migração de investidores locais da renda fixa para a renda variável, ampliando a base de sustentação do mercado.
No câmbio, o real também tem sido beneficiado pelo fluxo estrangeiro, mantendo o dólar abaixo de R$ 5 — nível que parecia distante no fim de 2024. A tendência, segundo Cawat, ainda é de moeda americana mais fraca ao longo do ano, embora fatores internos, como o cenário eleitoral e incertezas fiscais, possam gerar volatilidade e eventual reversão parcial desse movimento.
A apreciação do Real atua como um fator de alívio para a inflação, ao reduzir o impacto de pressões externas, como a alta das commodities. Ainda assim, a economista pondera que o câmbio não é suficiente para neutralizar todos os vetores inflacionários. A expectativa é de que a inflação encerre o ano próxima ao teto da meta, entre 4,5% e 5%.
Do ponto de vista global, o fluxo de capitais para o Brasil depende de uma equação comparativa. Investidores internacionais avaliam retornos relativos entre diferentes mercados, considerando fatores como juros, risco e perspectivas econômicas. Mudanças nesse equilíbrio, seja por alterações na política monetária em economias avançadas ou por melhora no ambiente dos Estados Unidos, podem redirecionar parte desses recursos.
Ainda assim, o cenário predominante segue sendo de dólar mais fraco e de interesse relevante por ativos brasileiros, ainda que sujeito a oscilações ao longo do tempo.
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