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O que significa ‘risco real de quebra’ de um banco? Entenda o caso Digimais
Publicado 25/06/2026 • 08:52 | Atualizado há 2 horas
Publicado 25/06/2026 • 08:52 | Atualizado há 2 horas
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Reprodução
O que significa 'risco real de quebra' de um banco? Entenda o caso Digimais
O termo “risco real de quebra”, utilizado pela agência Fitch Ratings ao rebaixar a nota do Banco Digimais, não é uma expressão genérica.
Ele aponta para uma situação em que a instituição passa a ter baixa capacidade de honrar seus compromissos. Nesse contexto, pode enfrentar insolvência caso não ocorram mudanças relevantes no cenário.
O alerta ganhou ainda mais peso após a deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades no Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do banco.
Ao mesmo tempo, decisões judiciais autorizaram o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores de investigados, ampliando a pressão sobre a instituição.
Leia também: Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating
Na avaliação da Fitch, o Digimais passou a operar com margem de segurança muito baixa. Isso significa que qualquer deterioração adicional pode comprometer diretamente sua capacidade de solvência. A agência não chegou a decretar falência, mas enquadrou o cenário dentro de um nível crítico de risco.
Esse enquadramento reflete uma combinação de fatores: enfraquecimento dos resultados financeiros, disputas envolvendo fundos de crédito e incertezas sobre o modelo de negócios da instituição.
A Fitch reduziu o rating nacional de longo prazo do banco de “BB+(bra)” para “CCC(bra)”. No curto prazo, a nota caiu de “B(bra)” para “C(bra)”. Além disso, a agência encerrou o acompanhamento do banco por falta de informações suficientes para manter a avaliação.
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Siga o Times | CNBCSegundo o comunicado, mudanças recentes na governança também influenciaram a decisão. A troca de CEO e a destituição do Conselho de Administração reduziram a previsibilidade sobre os rumos da instituição, o que aumentou a percepção de risco.
Paralelamente ao rebaixamento, a Polícia Federal aponta que o banco teria adotado práticas que inflaram a percepção de solidez financeira, como a superavaliação de ativos e a emissão de títulos com rentabilidade fora dos padrões de mercado.
Os investigadores também destacam o uso da confiança no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como parte da dinâmica de captação, o que poderia transferir parte do risco ao sistema de proteção de depósitos.
Leia também: PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC
A operação, no entanto, depende de aprovação do Banco Central e do Cade, além de possíveis aportes financeiros para cobrir déficits identificados.
Na prática, o “risco real de quebra” traduz um alerta máximo do mercado: o banco ainda opera, mas sob condições que já colocam em dúvida sua continuidade sem suporte externo ou reestruturação profunda.
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