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Compliance Zero: por que o STF autorizou buscas contra um perito da Polícia Federal
Publicado 20/05/2026 • 11:25 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 20/05/2026 • 11:25 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Polícia Federal/Divulgação.
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A Polícia Federal deflagrou na última terça-feira (19) a sétima fase da Operação Compliance Zero com foco, desta vez, em um integrante da própria corporação.
A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal após suspeitas de que um perito criminal federal teria vazado informações sigilosas da investigação para um jornalista.
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O caso levou o ministro André Mendonça a autorizar mandados de busca e apreensão e o afastamento cautelar do servidor para preservar o andamento das apurações.
Até então, as fases anteriores da Compliance Zero concentravam esforços em suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A nova etapa, porém, abriu uma frente interna dentro da própria Polícia Federal.
Segundo investigadores, o perito teria compartilhado dados obtidos a partir da análise de materiais apreendidos nas operações anteriores.
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As informações eram consideradas sigilosas e estariam relacionadas aos primeiros desdobramentos da investigação.
A suspeita fez com que a própria PF encaminhasse representação ao Supremo pedindo autorização para medidas cautelares. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Na decisão, o Supremo destacou que as medidas tinham caráter instrumental e preventivo. O objetivo, segundo a Corte, era evitar novos vazamentos, preservar a produção de provas e garantir a continuidade das investigações sem interferências.
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Siga o Times | CNBCAlém das buscas, o STF autorizou a suspensão do perito das funções públicas enquanto o caso segue sob análise.
A Corte também fez questão de separar a investigação sobre o vazamento da atividade jornalística. Em nota, o Supremo afirmou que as medidas não representam qualquer ação contra jornalistas ou veículos de imprensa e reforçou a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
A principal linha investigativa é de que o servidor possa ter descumprido o dever funcional de proteger informações restritas da operação.
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Para investigadores, o eventual acesso indevido e o compartilhamento antecipado de dados sensíveis poderiam comprometer etapas da apuração.
O material recolhido durante as buscas deverá ser analisado pela Polícia Federal para verificar se houve troca de mensagens, envio de documentos ou repasse de conteúdos protegidos por sigilo.
A Compliance Zero investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição.
O caso ganhou repercussão nacional após sucessivas fases da operação ampliarem o alcance das apurações.
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A sétima etapa marca um momento considerado delicado pelos investigadores porque, pela primeira vez, o foco saiu de alvos externos e alcançou um integrante da própria Polícia Federal suspeito de interferir no sigilo das investigações.
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