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Da primeira fase à nova operação: a cronologia do caso Rent a Car
Publicado 03/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 03/07/2026 • 21:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Polícia Federal / Divulgação
EM EDIÇÃO Da primeira fase à nova operação: a cronologia do caso Rent a Car
A Polícia Federal realizou, na última quarta-feira (1º), a 3ª fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).
De acordo com a Agência Brasil, a Operação Rent a Car teve início em 2024 após a Polícia Federal identificar indícios de irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos que recebia recursos da verba destinada ao exercício do mandato parlamentar.
Segundo os investigadores, o objetivo é reunir novas provas sobre suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
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Segundo as apurações, a locadora é suspeita de emitir notas fiscais fictícias para justificar pagamentos feitos com recursos da CEAP.
As medidas, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.
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A investigação passou a analisar a movimentação financeira dos envolvidos e a destinação do dinheiro recebido pela empresa.
Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a Operação Galho Fraco, considerada a segunda etapa da investigação. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
Entre os alvos estavam os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro.
As investigações apontavam a suspeita de utilização de empresas de locação de veículos de fachada para o desvio de recursos das cotas parlamentares.
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Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a origem conhecida dos recursos.
Um dos casos analisados envolvia cerca de R$ 27 milhões movimentados por pessoas ligadas aos parlamentares e ao partido, sem identificação da origem do dinheiro.
Na época, os dois deputados negaram qualquer irregularidade. Sóstenes Cavalcante afirmou que apresentaria documentos para comprovar a legalidade das operações financeiras.
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Siga o Times | CNBCCarlos Jordy declarou que utiliza a mesma empresa de aluguel de veículos desde o início do mandato e que outros parlamentares também contratam o mesmo serviço.
Durante a fase realizada em dezembro, a Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo em endereços ligados ao deputado Sóstenes Cavalcante.
O parlamentar informou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel. No entanto, a Polícia Federal passou a investigar a versão apresentada após encontrar indícios de que a negociação poderia ter sido simulada para justificar a origem do dinheiro.
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Na operação da última quarta-feira (01°), a investigação avançou para analisar possíveis tentativas de ocultação de provas e de dar aparência de legalidade à movimentação dos recursos públicos.
Todos os alvos das medidas judiciais são advogados. Segundo a Polícia Federal, há indícios de participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para movimentar os valores investigados.
Entre os materiais apreendidos está dinheiro em espécie escondido dentro de um livro falso de Direito, encontrado na residência de um advogado apontado como ligado ao deputado Sóstenes Cavalcante.
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Além disso, um dos investigados é suspeito de ter participado da suposta simulação da compra e venda do imóvel apresentado anteriormente como justificativa para a origem dos R$ 430 mil apreendidos na fase anterior.
Com a terceira fase da Operação Rent a Car, a Polícia Federal busca esclarecer como os recursos da CEAP foram movimentados e qual teria sido o destino do dinheiro.
Os investigadores também apuram se houve uso de empresas e pessoas para ocultar a origem dos valores, além de possíveis tentativas de alterar provas durante o andamento das investigações.
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Até o momento, a operação segue em fase de coleta de elementos para subsidiar a continuidade do inquérito, sem conclusão sobre a responsabilidade criminal dos investigados.
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