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Quem é Nelson Wilians, advogado alvo da Operação Arena da Polícia Federal
Publicado 13/08/2026 • 15:54 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 15:54 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
Foto: Wilton Junior/Estadão
O advogado Nelson Willians voltou ao centro de uma investigação nesta quinta-feira (13). A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumpriram mandado de busca e apreensão contra ele durante a Operação Arena, que apura suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, Willians teria atuado como operador financeiro do grupo e ajudado a ocultar bens ligados aos investigados. O caso ocorre cerca de um mês depois de outra operação do Fisco paulista que também atingiu o advogado e apurou um esquema de fraude no ICMS com movimentação estimada em R$ 3,8 bilhões.
Leia também: Por que a PF pediu bloqueio de bens da Gerdau?
Nelson Wilians Fratoni Rodrigues é natural de Cianorte, no Paraná, e vem de uma família de pequenos agricultores. De acordo com informações do LinkedIn, Wilians fundou o Nelson Wilians Advogados Associados (NWADV) em 1999, inicialmente com foco na área tributária. Nos dez anos seguintes, ampliou a atuação do escritório e abriu filiais próprias em todas as capitais brasileiras.
Em 2010, Wilians transformou o NWADV em um escritório full service, reunindo profissionais de diferentes áreas do Direito. A estratégia buscava oferecer atendimento jurídico em todo o país, mas com atuação adaptada às características de cada região.
A partir de 2017, o escritório iniciou sua expansão internacional. O NWADV também passou a investir em programas e sistemas digitais voltados à modernização de suas atividades jurídicas. Em 2024, Nelson Wilians apareceu na capa da Forbes na edição “50 Over 50”.
Conforme citado, além da operação atual, o advogado também esteve envolvido com o esquema de fraude no ICMS. Além disso, Nelson Willians também participou de casos que ganharam destaque, como a divisão de bens do apresentador Gugu.
Já no caso atual, segundo a investigação, o advogado teria ajudado a esconder bens obtidos pelos integrantes do esquema. Até o momento, as informações fornecidas não indicam condenação contra Willians no caso.
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Siga o Times | CNBCA Operação Arena mira um grupo empresarial suspeito de criar uma estrutura para esconder receitas e movimentações ligadas a apostas de quota fixa e jogos de azar. Os investigadores afirmam que as empresas tentavam apresentar a gestão dos negócios como se ela ocorresse fora do Brasil.
No entanto, as autoridades apontam que decisões e atividades centrais aconteciam em território nacional. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão em bens e valores relacionados à investigação.
A Operação Arena não representa o primeiro caso recente envolvendo Nelson Willians. No mês passado, uma operação do Fisco paulista também colocou o advogado entre os alvos de uma investigação sobre fraude no ICMS.
Segundo as informações do caso, o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 3,8 bilhões. As duas operações tratam de investigações diferentes.

Além dos casos anteriores, Nelson Wilians também ganhou atenção da CPMI do INSS, que investiga cobranças ilegais de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o escritório de Wilians movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024. Desse total, ao menos R$ 15,5 milhões envolveram transferências relacionadas ao empresário Maurício Camisotti, um dos investigados no caso.
Wilians afirma que as operações são legais. Segundo o advogado, os valores ligados a Camisotti correspondem à compra de um terreno vizinho à sua residência.
Leia também: PF cumpre mandados por aplicações de R$ 97 milhões da previdência de Maceió no Banco Master
A Justiça autorizou 17 mandados de busca e apreensão em 14 localidades de cinco Estados. A operação alcançou endereços na Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
A Receita Federal mobilizou 40 auditores-fiscais e analistas-tributários na ação. Agora, os órgãos responsáveis vão analisar o material recolhido para avançar nas apurações, calcular possíveis créditos tributários e identificar a participação de cada investigado, incluindo o advogado Nelson Willians.
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