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Por André Amadeus
Publicado 20/05/2026 • 10:21 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Banco Master
PF, PGR e STF: quem analisa a delação de Daniel Vorcaro no caso Master?
Investigadores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal avaliam que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, precisará devolver cerca de R$ 60 bilhões em um prazo curto para que sua proposta de delação premiada avance. Até agora, a oferta apresentada pelo empresário não convenceu as autoridades responsáveis pela negociação.
Entretanto, Daniel Vorcaro propôs devolver aproximadamente R$ 40 bilhões ao longo de dez anos. O valor e o prazo geraram resistência entre as autoridades do caso. Integrantes da investigação afirmam que a legislação brasileira não permite negociar redução do dano causado e defendem que o prejuízo precisa ser ressarcido integralmente, de acordo com a Folha de S. Paulo.
Leia também: Antes de negociar com BRB, Daniel Vorcaro pediu conselho a Lula sobre venda do Banco Master
A proposta de “parcelamento” em dez anos também aumentou a desconfiança das autoridades. Investigadores citam precedentes da Lava Jato e da J&F, nos quais empresas recorreram à Justiça para rever pagamentos, e com isso parte das provas acabou anulada pelo STF.
Ainda de acordo com o portal de notícias, o ministro André Mendonça, que deve homologar o eventual acordo, prefere um prazo menor, mesmo que o valor final fique abaixo dos R$ 60 bilhões inicialmente calculados.
Outro ponto que pesa contra Vorcaro envolve sua capacidade de pagamento. Sem o Banco Master em funcionamento, os investigadores questionam como o ex-banqueiro conseguiria manter os repasses ao longo de vários anos.
Os valores cobrados de Daniel Vorcaro no caso do Banco Master seguem uma lógica simples. Os custos da quebra da instituição financeira já ultrapassaram R$ 57 bilhões. Desse total, R$ 51,8 bilhões correspondem a valores que o Fundo Garantidor de Créditos deverá ressarcir aos clientes.
Para que o acordo mantivesse a confiança das autoridades, Daniel Vorcaro precisaria detalhar patrimônio no Brasil e no exterior, incluindo móveis, fundos, aeronaves, obras de arte e outros ativos que poderiam bancar a devolução dos recursos.
Leia também: Entenda a estratégia da PF e da PGR para testar a delação de Daniel Vorcaro
Os anexos da delação de Vorcaro foram entregues em 6 de maio e seguem sob análise da PGR e da Polícia Federal. O material apresenta supostas irregularidades atribuídas a Vorcaro e a terceiros, mas os investigadores avaliam que o conteúdo ainda é considerado frágil.
Desta forma, os investigadores afirmam que os fatos apresentados até agora não avançaram muito além do que a própria Polícia Federal já havia identificado durante as apurações.
Além de Daniel Vorcaro, investigados do caso Master também tentam negociar acordos. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, está preso e trocou de defesa recentemente para buscar uma negociação própria com as autoridades.
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