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Valor, prazo e provas frágeis: o que trava a delação de Daniel Vorcaro no caso Master
Publicado 20/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 14 minutos
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Publicado 20/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 14 minutos
KEY POINTS
Foto: Daniel Vorcaro/Arquivo pessoal
Em meio ao processo de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, autoridades e inevstigadores da PF, PGR e STF seguem resistindo à proposta apresentada por Vorcaro. O principal motivo envolve o valor oferecido, o prazo para devolução e a fragilidade das informações entregues até agora.
De acordo com apuração da Folha de S. Paulo, os investigadores defendem que Daniel Vorcaro devolva cerca de R$ 60 bilhões em curto prazo para que o acordo avance. Já o ex-banqueiro propôs devolver aproximadamente R$ 40 bilhões ao longo de dez anos, oferta que não convenceu as autoridades.
Leia também: Por que investigadores cobram R$ 60 bilhões de Daniel Vorcaro no caso Master?
Parte dos investigadores presentes no caso entende que a legislação não permite negociar redução do valor do dano causado. Além disso, integrantes da PF, PGR e STF avaliam que o parcelamento de dez anos aumenta o risco de revisão futura do acordo.
Nos bastidores, autoridades relembraram casos da Lava Jato e da J7F, quando as empresas recorreram à Justiça para suspender os pagamentos e, com isso, parte das provas acabou anulada pelo Supremo.
O ministro e relator do caso Master, André Mendonça, também sinalizou um desconforto com o prazo longo sugerido por Vorcaro. De acordo com relatos internos, o ministro prefere um período menor mesmo que isso reduza o valor inicialmente estimado em R$ 60 bilhões.
Os impactos da quebra do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, já ultrapassam R$ 57 bilhões. Desse total, R$ 51,8 bilhões correspondem a valores que o Fundo Garantidor de Créditos deverá ressarcir aos clientes.
Investigadores também questionam como Vorcaro conseguiria manter os pagamentos durante os anos citados sem o Banco Master em operação. Para demonstrar capacidade financeira, ele precisaria detalhar o patrimônio no Brasil e no exterior, incluindo imóveis, fundos, aeronaves, obras de arte e outros ativos.
Leia também: Antes de negociar com BRB, Daniel Vorcaro pediu conselho a Lula sobre venda do Banco Master
Além das questões envolvendo os valores e prazo sugerido por Vorcaro, a negociação envolve diretamente a PGR e a Polícia Federal, já que os anexos da delação premiada chegaram no dia 6 e seguem sob análise.
Segundo avaliações internas, o material apresentado até agora traz informações consideradas frágeis e não acrescenta fatos muito diferentes do que a própria PF já havia identificado nas investigações.
Desta forma, o processo de delação premiada de Daniel Vorcaro ainda parece longe de acontecer. Além da divergência de valores, tempo oferecido e garantias de pagamento, a movimentação do ex-banqueiro ainda depende de informações concretas analisadas pelas autoridades.
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