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Sistema bancário vira peça-chave na lavagem de dinheiro e mantém instituições sob vigilância constante
Publicado 05/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 horas
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A utilização do sistema bancário é quase inevitável em esquemas de lavagem de dinheiro devido ao grande volume de capital envolvido, o que coloca as instituições financeiras sob constante vigilância. Independentemente do conhecimento prévio da instituição, o sistema é o caminho para conferir legalidade a recursos ilícitos.
“Qualquer operação que tenta dar um ar de licitude a dinheiro de origem ilícita acaba passando pelo sistema bancário, porque há necessidade de trazer à luz quantias muito grandes. Lavar dinheiro sem ter um banco, uma corretora ou gestora no meio é muito difícil; o banco pode até não saber, mas é sempre utilizado”, detalhou Marcelo Godke, advogado especialista em direito bancário e doutor pela USP.
Para identificar o rastro das fraudes, as autoridades utilizam a metodologia de rastreamento financeiro detalhado em cada etapa da cadeia. Godke explicou que a frase usada no mercado é “follow the money” e que os setores de compliance tentam se documentar para localizar a origem dos recursos, embora nem sempre isso seja possível.
Segundo ele, as autoridades precisam analisar passo a passo por onde as operações foram realizadas para identificar o momento em que o dinheiro ilícito entrou no sistema, já que o dinheiro sempre deixa rastro.
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O bloqueio de R$ 176 milhões representa apenas uma fração do que a Secretaria da Fazenda de São Paulo pretende recuperar diante de um rombo bilionário.
Ele afirmou que, como a fraude tributária ultrapassou o bilhão, caso o Estado consiga ficar com esses R$ 176 milhões, ainda assim recuperará apenas parte do objeto da fraude fiscal, e que a Secretaria certamente buscará um ressarcimento maior, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“O sistema brasileiro é mais avançado que o americano ou europeu em tecnologia bancária e padrões de segurança, mas quem tenta fraudar está sempre à frente buscando a falha. O sistema não é ruim, mas a parte mal-intencionada sempre buscará utilizar as brechas para lavar dinheiro ou desviar recursos”, afirmou.
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