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Operações da PF

Grupo Genial Investimentos no radar: o que investiga a operação Carbono Oculto

Publicado 04/05/2026 • 17:32 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A Secretaria da Fazenda SP determinou o bloqueio de R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial Investimentos, em uma ação conectada à Operação Carbono Oculto.
  • A medida ocorre no contexto de uma investigação que apura a atuação do crime organizado no setor de combustíveis e possíveis ramificações no sistema financeiro.
  • O objetivo é conter movimentações suspeitas e recuperar valores associados a fraudes fiscais bilionárias.
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Foto: Polícia Federal / Divulgação

EM EDIÇÃO Da primeira fase à nova operação: a cronologia do caso Rent a Car

A Secretaria da Fazenda de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial Investimentos, em uma ação cautelar fiscal conectada à Operação Carbono Oculto.

A medida ocorre no contexto de uma investigação que apura a atuação do crime organizado no setor de combustíveis e possíveis ramificações no sistema financeiro.

O objetivo é conter movimentações suspeitas e recuperar valores associados a fraudes fiscais bilionárias.

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Operação mira esquema amplo de sonegação e lavagem

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 por órgãos federais e estaduais. As apurações indicam um esquema estruturado de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.

Segundo os investigadores, o grupo criminoso teria utilizado empresas e instrumentos financeiros para ocultar recursos e ampliar sua atuação econômica.

A investigação aponta que o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 7,5 bilhões em tributos não recolhidos.

Além disso, há indícios de que o esquema movimentou dezenas de bilhões de reais por meio de estruturas paralelas, incluindo uma fintech usada para transações fora do alcance dos mecanismos tradicionais de controle.

Empresas e empresários estão no centro das apurações

Entre os principais alvos estão as empresas Áster e Copape, ligadas ao setor de combustíveis. Os empresários associados a essas companhias são apontados como peças centrais na engrenagem investigada.

A suspeita é de que essas estruturas tenham sido utilizadas para viabilizar operações financeiras com aparência regular, mas com finalidade de ocultação patrimonial.

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As autoridades também analisam a migração de operações financeiras desses empresários entre diferentes instituições ao longo de 2024, o que levantou alertas sobre possíveis tentativas de reorganização de ativos.

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Estrutura financeira da Genial levanta suspeitas

O bloqueio dos R$ 176 milhões está relacionado a uma operação considerada complexa pelos investigadores.

O valor teria origem em aplicações em certificados bancários que serviram como garantia para empréstimos concedidos dentro de um mesmo circuito financeiro.

Na prática, os recursos teriam sido utilizados para aquisição de ativos, incluindo imóveis e participações em fundos, com indícios de que o dinheiro dos próprios investigados foi reciclado dentro da estrutura.

Para as autoridades, esse tipo de operação pode indicar tentativa de lavagem e blindagem de patrimônio.

Há também registros de imóveis vinculados a essas transações, localizados em regiões da cidade de São Paulo, que foram usados como garantia em contratos financeiros.

Tentativa de reversão foi contestada

Durante a operação policial em 2025, houve uma tentativa de desfazer parte dessas movimentações. A justificativa apresentada foi de que a decisão havia sido tomada anteriormente.

No entanto, a Procuradoria entendeu que a ação representava uma tentativa de evitar o cumprimento de medidas judiciais.

Com base nessa avaliação, a Justiça determinou o bloqueio dos valores. Recursos apresentados posteriormente não tiveram sucesso até o momento.

Genial nega irregularidades

Em nota para o Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC, a gestora Genial Investimentos afirmou que atua dentro das normas do sistema financeiro e que segue padrões rigorosos de governança.

O Banco Genial atua em estrita conformidade com as normas do mercado financeiro, pautando suas atividades por elevados padrões de governança, transparência e controles internos.

As medidas judiciais mencionadas referem-se a processo em curso envolvendo fundo sob administração do banco. A atuação como administradora fiduciária foi conduzida em conformidade com a regulamentação aplicável e com os deveres inerentes a essa função.

No âmbito da Operação Carbono Oculto, o Banco Genial não figura como investigado, tendo colaborado com as autoridades desde que tomou conhecimento dos fatos.

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O Ministério Público de São Paulo solicitou a ampliação do prazo para conclusão das investigações. O processo da Genial, corre sob sigilo, mas há indicação de que o alcance pode se estender a outros setores e incluir novos envolvidos.

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