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Quem são os investigados na Operação Rent a Car e o que pesa contra eles?
Publicado 02/07/2026 • 10:25 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/07/2026 • 10:25 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: PF
Quem são os investigados na Operação Rent a Car e o que pesa contra eles
A Polícia Federal deflagrou, na última quarta-feira (01), uma nova fase da Operação Rent a Car, que apura desvios de recursos públicos no cenário político nacional. A ação busca juntar novas provas sobre um esquema que utiliza contratos fictícios para justificar gastos oficiais. Os policiais cumpriram busca e apreensão em 3 estados diferentes para identificar todos os envolvidos na movimentação ilegal.
A ação da PF chamou a atenção por envolver nomes influentes no meio político. Um dos materiais apreendidos foi um livro de Direito falso com notas de dinheiro escondidas dentro da casa de um advogado ligado ao líder do PL, Sóstenes Cavalcante.
Leia também: Livro falso, dinheiro vivo e documentos: entenda a Operação Rent a Car da PF
A Polícia Federal batizou a 3ª fase da Operação Rent a Car como Operação Galho Fraco II. As autoridades focaram as atenções em entender a ligação entre os advogados. A nova fase da operação investiga ao menos três advogados e três empresas ligadas ao esquema.
A operação tem como alvos os advogados Jonas Keslley Gonçalves Umbelino, Jecy Kenne Gonçalves Umbelino e Thiago Ferreira de Paula. Além deles, as empresas Foco Engenharia e Incorporações Ltda., EJUS Empreendimentos Imobiliários Ltda. e J. Umbelino Participações Ltda. também são alvo das diligências.
Além das investigações, a ação da PF também realizou busca e apreensão em 3 estados diferentes. Nos locais foram encontradas notas de dinheiro, relógios de luxo e indícios de possíveis ocultação ou alterações de provas.
A ação autorizada pelo Superior Tribunal Federal (STF) aconteceu no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Além disso, as autoridades classificaram os indícios em possíveis crimes como:
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Siga o Times | CNBCAs investigações apontam que o grupo utilizava uma empresa de fachada no ramo de locação de veículos para desviar a cota. Esse recurso serve para cobrir os gastos mensais das figuras políticas, como alimentação e transporte. Além disso, a Polícia Federal descobriu que a locadora investigada recebeu o montante de R$ 915 mil vindos dessa verba pública da Câmara dos Deputados, emitindo notas fiscais falsas.
Durante as buscas da última quarta-feira (01) em um endereço no Distrito Federal, os agentes federais encontraram dois maços com notas de R$ 100 e R$ 50 escondidos. O advogado que guardava as cédulas possui ligação direta com o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. O dinheiro em espécie estava escondido dentro de um objeto decorativo que imita um livro falso de Direito, conforme citado.
Vale destacar que Sóstenes não foi alvo de buscas e apreensões, além de não sofrer até o momento medidas administrativas por parte da PF.
Leia também: PF diz que R$ 468 mil de Sóstenes podem ter origem em desvio de cota parlamentar
A atual operação funciona como um desdobramento das ações realizadas em dezembro do ano passado. Na época, a Polícia Federal mirou os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além de assessores e advogados das equipes. Durante a etapa anterior, os policiais apreenderam R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência de Sóstenes Cavalcante. O deputado justificou que o montante veio da venda de um imóvel.
O deputado Sóstenes Cavalcante disse para a reportagem da GloboNews que não tomou conhecimento da nova movimentação da PF e prometeu se manifestar publicamente quando apurar as novas informações da Operação Rent a Car.
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