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Porto de Santos terá greve de 24 horas; entenda o que está por trás da paralisação
Publicado 25/03/2026 • 11:56 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 25/03/2026 • 11:56 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Carga a Granel de Santos, Cubatão e Guarujá (Sindgran) anunciou na última terça-feira (24) que realizará uma paralisação das atividades no Porto de Santos nas próximas 24 horas, mais precisamente, nesta quarta-feira (25).
A manifestação tem como principal alvo a cobrança pelo uso dos pátios reguladores, exigida para o acesso às operações no porto. Os caminhoneiros questionam esse modelo e afirmam que a taxa tem reduzido diretamente seus ganhos.
Leia também: Porto de Santos movimenta 12,7 milhões de toneladas e bate recorde em janeiro
De acordo com informações oficiais do sindicato, anunciadas nas redes sociais, o presidente do sindicato, José Cavalcanti, anunciou que a paralisação foi definida como uma forma de pressionar por mudanças, sem a intenção inicial de uma greve por tempo indeterminado.
Ainda segundo José Cavalcanti, os valores cobrados impactam diretamente a renda dos profissionais e aumentam os custos do transporte. A crítica se concentra especialmente nas tarifas de permanência nos pátios, que, na avaliação do sindicato, não deveriam ser repassadas aos motoristas.
“O Sindigran convocou os caminhoneiros autônomos para uma paralisação de 24 horas, não se trata de uma greve, é importante deixar claro, em protesto contra a cobrança nos pátios reguladores, como Ecopátio, Rodopátio e outros”.
Leia também: Porto de Santos cresce 56% em terra e abre nova fronteira de investimentos
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Siga o Times | CNBCComo já citado, a paralisação do Sindigran é focada apenas nas cobranças de uso dos pátios que recaem em cima dos motoristas de caminhão.
A avaliação do sindicato é de que os pátios se tornaram um negócio altamente lucrativo, enquanto o valor do frete recebido pelos caminhoneiros já não cobre os custos de permanência nesses locais.
“Estamos solicitando reuniões com os terminais e com a diretoria da associação que representa os terminais de grãos na região de Santos, incluindo as áreas da Margem Esquerda e Margem Direita, além de Santos e Guarujá. A intenção é abrir diálogo e, de uma vez por todas, encerrar essa cobrança que consideramos irregular e ilegal. Esse é o nosso objetivo“.
Apesar da paralisação de apenas 24 horas, a manifestação pode afetar a logística do maior porto da América Latina, com reflexos no escoamento de cargas e no funcionamento de terminais.
O Porto de Santos é responsável por uma parcela significativa das exportações brasileiras, o que aumenta a preocupação do setor com possíveis atrasos.
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