Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Crise no STF exige transparência e menos decisões individuais, defende Instituto dos Advogados de São Paulo
Publicado 11/09/2026 • 20:46 | Atualizado há 2 meses
Binance: o que sabemos sobre ataque hacker e quais devem ser os próximos passos
Chevron e Exxon veem lucros aumentarem na casa dos 200% com a disparada dos preços do diesel em meio a guerras
Nvidia rebate suspeita de espionagem chinesa ligada a Jensen Huang e diz que acusações foram investigadas e descartadas
Eleições pelo mundo colocam à prova a influência de Trump no exterior
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Eli Lilly prevê economia de US$ 25 bilhões aos EUA com expansão de medicamentos contra obesidade
Publicado 11/09/2026 • 20:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser enfrentada com investigação transparente, respeito ao devido processo legal e fortalecimento das decisões colegiadas, afirmou Diogo Leonardo Machado de Melo, presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP).
Em entrevista nesta sexta-feira (11) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Machado de Melo afirmou que os fatos revelados nos últimos dias são graves e precisam ser esclarecidos pelas instituições. Para ele, recuperar a confiança no Judiciário, especialmente no Supremo, depende da capacidade de dar respostas institucionais à sociedade.
“O que nós queremos é transparência. E transparência não é dar publicidade que o processo está com A ou com B. Na realidade, transparência é permitir que as pessoas saibam o que vai acontecer e saibam efetivamente controlar o que vai acontecer”, afirmou.
Leia também: Crise no STF: veja o que a Corte deixou de analisar após cancelamento de sessões
Segundo o presidente do IASP, a posição defendida pela entidade e por outras organizações jurídicas é que os fatos sejam investigados integralmente, com respeito às regras do processo e à colegialidade.
“O que se quer é que, de maneira transparente, se investiguem os fatos, respeitando o devido processo legal, respeitando a colegialidade e, o mais importante de tudo, que essa crise seja resolvida institucionalmente”, disse.
Para Machado de Melo, uma das mudanças necessárias no STF passa pela redução do peso das decisões monocráticas, tomadas individualmente pelos ministros, especialmente quando produzem entendimentos conflitantes dentro da própria Corte.
O presidente do IASP argumentou que o regimento interno do Supremo não pode se sobrepor à Constituição e apontou a autonomia concedida individualmente aos ministros como uma das origens dos atuais conflitos.
Leia também: Gilmar sugere que STF adie julgamento sobre Moraes e Vorcaro; sessão está marcada para 15 de setembro
“O regimento interno permite uma guerra de decisões monocráticas, muitas vezes conflitantes. O que se quer é que o Supremo Tribunal Federal decida de maneira colegiada em matérias constitucionais”, afirmou.
Na avaliação de Machado de Melo, o STF também precisa reforçar sua atuação como Corte Constitucional, concentrando-se em questões constitucionais com efeitos relevantes para toda a sociedade. “Ele não pode ser uma corte penal apenas e não pode ser exclusivamente pautado em ilhas de ministros”, afirmou.
Para o presidente do IASP, a mudança passa por valorizar a Constituição e a legislação, fortalecer a colegialidade e reduzir o chamado monocratismo dentro do Supremo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“É essa pacificação que a gente quer do Supremo, e não uma guerra de monocratismos que hoje representa a regra no Supremo Tribunal Federal. Tudo isso precisa mudar”, disse.
Leia também: Caso Master pode ampliar tensão no STF e tumultuar análise sobre Moraes
Questionado sobre a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, Machado de Melo avaliou que ainda é cedo para dizer se as medidas adotadas serão suficientes para encerrar a crise, mas considerou correta a tentativa de levar a discussão para uma resposta institucional e colegiada.
Para ele, a existência de dúvidas sobre fatos envolvendo um integrante da Corte precisa ser analisada pelas instituições responsáveis, sem que isso signifique antecipar conclusões ou medidas contra qualquer ministro. “O fato é simples. O fato não desaparece. Isso gera uma instabilidade e é isso que precisa ser esclarecido”, afirmou.
Machado de Melo disse que a discussão central deve ser se existem elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação, decisão que, em sua avaliação, precisa ocorrer dentro das instituições e respeitando os procedimentos previstos. “A resposta tem que ser sim ou não dentro da instituição”, afirmou.
Leia também: AGU reitera ao STF pedido contra possível afastamento da cúpula da Polícia Federal
O presidente do IASP também defendeu que qualquer avanço sobre os fatos ocorra por meio de investigação formal e respeito ao devido processo legal, sem antecipação de punições ou afastamentos.
Segundo Machado de Melo, Fachin acertou ao buscar conter o conflito entre decisões individuais e direcionar o caso para uma análise institucional sobre a necessidade ou não de investigação.
“Não é agora o momento de suspender, afastar ninguém. Tudo deve ser feito dentro do processo investigatório e dentro do devido processo legal”, afirmou.
Para o IASP, a resposta à atual crise passa, portanto, por mais transparência, fortalecimento da colegialidade e mecanismos institucionais capazes de restabelecer a confiança no Judiciário, evitando que decisões individuais e conflitantes aprofundem a instabilidade.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Binance promete cobrir perdas após maior ataque hacker da história, de US$ 6,3 bilhões; empresas de segurança atribuem ação a grupos da Coreia do Norte
2
Cotado para Fazenda, Rafael Fonteles diz que Lula buscará equilíbrio fiscal sem cortar programas sociais
3
Dívida externa avança 27,4% na gestão Lula, supera as reservas e Brasil deixa de ser credor externo líquido após 19 anos
4
Banco Central decreta liquidação da MW Pay, instituição ligada a bets, por violações graves às normas do sistema de pagamentos
5
Mercedes-Benz vai cortar mais empregos diante da perda de competitividade com a concorrência chinesa
Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor taxa para o período desde 2012, e população ocupada chega a 103,6 milhões
Santander mantém planos para o Brasil após eleições e prevê elevar rentabilidade a 20%, diz diretor financeiro global do Santander, José García Cantera