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Payroll forte nos EUA reduz espaço para corte da Selic e dá sobrevida à renda fixa no Brasil
Publicado 05/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 05/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A principal notícia do mercado nesta sexta-feira (5) foi a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos (Payroll) do mês de maio. A criação de 172 mil vagas de emprego nos Estados Unidos foi mais que o dobro das 85 mil previstas pelo mercado.
Esses bons números podem chegar até o Brasil, influenciando bolsa, câmbio e também o apetite ao risco. O economista e sócio da Dom Investimentos, Thiago Calestini, afirmou ao Real Time que o dado fez com que a chance de alta de juros já na próxima reunião do FOMC (Comitê de Política Monetária), em setembro, subisse.
“Aquele sonho de que o juro americano ainda pudesse continuar na trajetória de queda este ano ficou para trás. Quando a gente olha agora para as probabilidades que monitoramos para o final do ano, a probabilidade de alta de juros foi para 70%”, explicou.
Na tarde desta sexta, a bolsa brasileira opera em baixa de 0,71%, a 169.129,29 pontos. Já o dólar está em forte alta, de 1,66%, a R$ 5,14. Com os juros podendo voltar a subir nos Estados Unidos, Calestini aponta que o investidor estrangeiro pode trazer os dólares de volta.
“A nossa moeda ficou muito valorizada perante o dólar por conta do nosso diferencial de juros, que é mais alto que o americano. Quando o custo de oportunidade sobe, que é justamente o que está acontecendo agora, com o preço do dinheiro nos Estados Unidos ficando mais caro, o estrangeiro que colocou o dinheiro aqui pensa em repatriá-lo”, explicou.
Leia também: Dólar sobe e Ibovespa cai ante Payroll forte; mercado reprecifica juros nos EUA e no Brasil
Outro impacto da percepção de que os juros vão subir nos Estados Unidos vai ser sentido no Ibovespa. Após encostar nos 200 mil pontos, o índice opera próximo da casa dos 170 mil. O economista explica que a dificuldade do Banco Central de baixar a Selic pode fazer com que os investimentos em renda fixa fiquem atrativos por ainda mais tempo.
“Esses 30 mil pontos evaporaram do nosso mercado de capitais por dois motivos principais: primeiro, porque uma parte desse dinheiro voltou para os Estados Unidos; segundo, porque internamente a renda fixa, que projetávamos no começo do ano que perderia atratividade porque o Banco Central cortaria juros, mudou de cenário e deve ficar mais atrativa por algum tempo”, encerrou.
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