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PF aponta padrão de contatos por voz, voos e monitoramento em investigação sobre Jaques Wagner e Banco Master
Publicado 30/07/2026 • 22:13 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/07/2026 • 22:13 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto gerada por IA
A Polícia Federal reuniu uma série de elementos que, segundo os investigadores, indicam uma relação próxima entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e integrantes do núcleo ligado ao Banco Master. Os documentos, que tiveram o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam um padrão de comunicação por chamadas de voz, o uso de aeronaves sem registro de pagamento e a concessão de outras supostas vantagens ao parlamentar.
As investigações também levaram Mendonça a autorizar o acesso aos dados dos celulares de Jaques Wagner e do ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima. Segundo a Polícia Federal, a medida poderá ajudar a esclarecer tratativas que, de acordo com os investigadores, eram realizadas principalmente por ligações telefônicas, mensagens de áudio e encontros presenciais, reduzindo a produção de registros escritos.
Dados extraídos do celular de Augusto Ferreira Lima mostram que ele e Jaques Wagner realizaram 74 chamadas de voz entre novembro de 2023 e 25 de maio de 2025.
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Segundo a Polícia Federal, foram mais de cinco horas e meia de conversas ao longo de 555 dias, o equivalente a aproximadamente uma ligação a cada oito dias. Para os investigadores, havia uma preferência recorrente pelo uso de chamadas de voz em aplicativos de mensagens, em vez de conversas por texto.
O relatório também aponta que o número do senador estava salvo no aparelho de Augusto Lima desde janeiro de 2022 e considera a frequência das ligações um indicativo da proximidade entre ambos.
Em decisão assinada em 17 de junho, cujo sigilo foi retirado nesta quinta-feira (30), o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a acessar dados dos celulares de Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima.
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Segundo a PF, a análise dos aparelhos é necessária porque o grupo investigado conduzia “tratativas sensíveis” predominantemente por chamadas telefônicas e áudios, enviando documentos apenas depois que o conteúdo principal já havia sido discutido verbalmente.
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Siga o Times | CNBCNa decisão, Mendonça também mencionou um suposto risco de vazamento da investigação. O ministro registrou que recebeu um pedido de audiência feito por Jaques Wagner no mesmo dia em que chegaram ao STF os pedidos da Polícia Federal relacionados à nova fase da investigação.
Outro trecho da investigação descreve mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, relacionadas a um voo utilizado por Jaques Wagner em setembro de 2024.
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Segundo a Polícia Federal, Vorcaro orientou que a aeronave fosse levada para um hangar menos conhecido, determinou que deixasse rapidamente o local e chegou a recomendar que o piloto não desligasse os motores. Para os investigadores, as mensagens demonstrariam uma tentativa de reduzir a exposição da operação.
O episódio é apontado como uma das quatro ocasiões em que o senador teria utilizado aeronaves ligadas a Augusto Ferreira Lima ou ao grupo Master sem registro de pagamento.
Além dos voos, a Polícia Federal investiga outras supostas vantagens concedidas ao senador, entre elas o uso de helicópteros, hospedagens na chamada Ilha da Paixão, ingressos para shows da cantora Taylor Swift destinados a familiares e a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador.
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A investigação também apura se Jaques Wagner atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional, especialmente em discussões sobre uma proposta de emenda à Constituição relacionada ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que poderia beneficiar o banco.
A apuração segue em andamento, e os documentos divulgados fazem parte da fase investigativa conduzida pela Polícia Federal, sem conclusão judicial sobre os fatos.
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