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Polícia Federal revela venda antes do rombo bilionário da Americanas; ex-CEO vira alvo de prisão
Publicado 12/02/2026 • 13:34 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 12/02/2026 • 13:34 | Atualizado há 9 meses
Bruno Peres/Agência Brasil e Reprodução/Americanas Summit 2021
A Polícia Federal sustenta que ex-executivos da Americanas venderam cerca de R$ 287 milhões em ações da companhia nos meses que antecederam a divulgação do rombo de R$ 25,3 bilhões no balanço, revelado em janeiro de 2023. A conduta levou ao enquadramento por uso de informação privilegiada no âmbito da Operação Disclosure.
Entre os principais alvos estão o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Saicali. Ambos tiveram prisão preventiva decretada pelo juiz Márcio Muniz da Silva Carvalho, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e estão fora do País. Seus nomes foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.
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Segundo a investigação, Gutierrez teria vendido R$ 171,7 milhões em ações e Anna Christina, R$ 59,6 milhões. O auge das transações ocorreu entre julho e outubro de 2022, período anterior à divulgação do fato relevante que provocou forte queda nos papéis da empresa.
A Procuradoria da República afirma que há provas de que a fraude contábil era comandada pela alta direção da companhia. A PF aponta que Gutierrez participava do fechamento dos resultados e tinha a palavra final sobre números levados ao Conselho de Administração e ao mercado.
Os investigadores sustentam que os executivos sabiam que a divulgação do rombo provocaria o “derretimento” das ações e teriam se antecipado para reduzir perdas pessoais.
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De acordo com o Ministério Público Federal, quando houve a troca de CEO em agosto de 2022, os investigados passaram a discutir formas de minimizar os impactos da eventual revelação das inconsistências contábeis.
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Siga o Times | CNBCA meta, segundo a acusação, seria levantar R$ 15 bilhões por meio de “estratagemas falsos”, em uma tentativa de conter os efeitos da fraude.
Além de Gutierrez e Saicali, outros nove ex-executivos são investigados por suposto insider trading, com valores de venda que variam de R$ 803 mil a R$ 20,7 milhões.
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A defesa de Miguel Gutierrez afirmou que ele “jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude” e que vem colaborando com as autoridades.
A Americanas declarou que foi vítima de fraude de resultados por parte da antiga diretoria e que aguarda a responsabilização judicial dos envolvidos.
Já o advogado Sérgio Pinho, que representa Carlos Eduardo Rosalba Padilha, afirmou que a 10ª Vara Federal Criminal reconheceu que seu cliente e Murilo Santos Corres não realizaram vendas de ações, mas sim operações de aluguel. Segundo ele, a Comissão de Valores Mobiliários teria informado erroneamente as operações como vendas.
A reportagem busca posicionamento da defesa de Anna Christina Saicali e dos demais investigados.
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