Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Moraes e Dino votam pela condenação de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe; julgamento será retomado nesta quarta
Publicado 09/09/2025 • 15:47 | Atualizado há 8 meses
Waymo faz recall de 3,8 mil robotáxis após falha permitir entrada em ruas alagadas
Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
eBay rejeita proposta de aquisição de US$ 56 bilhões da GameStop
Traders tratam gigante tradicional de tecnologia como a próxima ‘meme stock’
Casa Branca diz que IA ainda não elimina empregos, apesar de demissões no setor de tecnologia
Publicado 09/09/2025 • 15:47 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votaram, nesta terça-feira (9), pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados na tentativa de golpe de estado. Em seu voto, Moraes, que foi o relator do caso, afirmou que as provas produzidas em juízo não deixam margem de dúvidas sobre a intensa interação e direto acesso que todos os réus tinham com o “líder da organização criminosa, Jair Bolsonaro”.
“A atuação delitiva e a prática de atos executórios pela organização criminosa iniciaram-se com a utilização de órgãos públicos, para construção e divulgação de uma falsa e ilícita versão sobre vulnerabilidade das urnas eletrônicas e falta de legitimidade da justiça eleitoral, com a finalidade de gerar instabilidade institucional e caos social, criando uma futura situação no país que possibilitasse a restrição do pleno exercício do Poder Judiciário, seja até o período eleitoral, seja até uma eventual continuidade do governo, em caso de vitória ou a decretação de um golpe de estado, caso o resultado eleitoral fosse desfavorável”, destacou, após apresentar seus argumentos ao longo de cinco horas.
O ministro Flávio Dino acompanhou o voto de Moraes, pontuando que, embora haja vários acusados com altas patentes militares, “esse não é um julgamento das forças armadas”, mas concluiu que “não é normal que, a cada 20 anos, tenhamos eventos de tentativas de ruptura do tecido constitucional”. Sobre o movimento de alguns setores da política brasileira para tentar livrar os acusados das penas, Dino afirmou que os atos julgados neste processo penal são crimes “insuscetíveis de anistia”. E acrescentou que “não houve só preparação, houve atos executórios” que comprovam os crimes julgados.
Dino ainda citou a invasão à Praça dos Três Poderes, em oito de janeiro de 2023, como exemplo de ruptura violenta do estado democrático de direito. “Não há forma de enfrentar a polícia, sem violência”, declarou, relembrando que havia cerco policial no local tomado. “A violência é inerente a toda narrativa que consta nos autos”, reiterou.
Em seu discurso, Dino ainda acrescentou que leu detalhadamente a delação de Mauro Cid e que, segundo ele, não houve delações diferentes ao ponto de uma se contrapor a outra. Dessa forma, a “colaboração de Cid esclareceu os fatos”, uma vez que “provas da delação são compatíveis às dos autos”.
O julgamento foi interrompido no dim da tarde e será retomado nesta quarta-feira, com os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma.
A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República e será apreciada em seis sessões. A pedido de Moraes, um dia extra foi acrescentado ao calendário, resultando em quatro encontros apenas nesta semana.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
4
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes
5
Como gigantes do e-commerce pressionaram o Elo7? Entenda o que aconteceu