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Caso Master: operação da PF contra Cláudio Castro amplia pressão sobre a RioPrevidência, avalia especialista
Publicado 26/05/2026 • 10:11 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 26/05/2026 • 10:11 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A operação da Polícia Federal que investiga o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro pode pressionar as contas da previdência estadual e forçar o governo fluminense a cobrir perdas bilionárias ligadas a investimentos no Banco Master. A avaliação é de Eduardo Velho, sócio e estrategista de investimentos da Bravonte Capital.
Batizada de “Compliance Zero”, a operação apura o suposto direcionamento irregular de cerca de R$ 3 bilhões do RioPrevidência e da Cedae para fundos e ativos ligados ao Master, mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Leia também: Cláudio Castro é alvo de buscas da PF por aportes de até R$ 3 bilhões de fundos de pensão no Banco Master
Segundo ele, o cenário mais provável é uma das duas saídas: perda dos recursos com aumento da contribuição previdenciária dos servidores, ou um novo aporte do governo estadual no fundo. “Seria horrível”, avaliou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Para o estrategista, o caso expõe falhas graves de governança. “Não houve avaliação de risco em função de uma aplicação em um banco que já estava com diversos problemas”, afirmou. “Realmente não há sentido.”
Velho ressaltou que fundos previdenciários, seja públicos ou privados, devem seguir critérios rigorosos de preservação de capital e metas atuariais. “Tudo passa pelo comitê de investimentos, com boas práticas de compliance e avaliação de risco.”
Leia também: Como Cláudio Castro colocou o governo do Rio a serviço da Refit, segundo o STF
Sobre os efeitos no mercado, o estrategista avaliou que o impacto reputacional foi parcialmente absorvido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mas alertou que novos desdobramentos tendem a aumentar a pressão regulatória. “À medida que crescem os casos de má alocação em fundos de pensão estatais, cresce a pressão para que os órgãos reguladores fiscalizem melhor.”
O histórico, segundo o especialista, pesa. “O viés ainda é negativo em função dos escândalos dos últimos 30 anos, principalmente envolvendo fundos de pensão estatais”, disse.
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