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Lula recebe Jaques Wagner para ver jogo do Brasil e discutir futuro do líder do PT no Senado, após escândalo do Banco Master

Publicado 24/06/2026 • 09:37 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Wagner chega a Brasília disposto a permanecer na liderança do governo até o recesso, em 19 de julho
  • Encontro entre Lula e Wagner pode ocorrer fora do Planalto, com possibilidade de verem jogo da seleção juntos
  • Senador contesta no STF decisão de André Mendonça que autorizou busca e apreensão contra ele no caso Master
Senador Jaques Wagner.

Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

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Mesmo sob ameaça de afastamento da função, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), se reúne nesta quarta-feira (24) com o presidente Lula (PT) em busca de permanecer no cargo até pelo menos o início do recesso, em 19 de julho.

Segundo apuração do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o encontro deve ocorrer fora do Palácio do Planalto, possivelmente no Palácio da Alvorada ou na Granja do Torto, com a possibilidade de Lula e Wagner assistirem juntos a um jogo da seleção brasileira.

Em conversas com aliados, o ex-governador da Bahia diz ser inocente das acusações de ter atuado a favor dos interesses do Banco Master no Congresso, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Por isso, argumenta não haver justificativa para pedir, neste momento, a licença da liderança.

Wagner também sustenta que seu afastamento do cargo abala o palanque de Lula na Bahia, estado considerado estratégico na campanha de reeleição do presidente.

Leia também: Defesa de Jaques Wagner pede ao STF anulação de mandado de busca e apreensão

Operação de convencimento

Apesar dos argumentos do senador, auxiliares de Lula reiteram que o presidente pretende convencer Wagner a entregar o cargo. Caso isso não ocorra, o presidente se veria obrigado a afastá-lo.

Com aval de Lula, ministros e aliados se lançaram na semana passada em uma operação de convencimento do líder do governo no Senado. Auxiliares avaliam como insustentável a permanência de Wagner na liderança, mas o presidente não pretendia destituí-lo. A expectativa era de que a iniciativa partisse do próprio senador.

Depois que Wagner foi alvo de operação da Polícia Federal na investigação do caso Banco Master, a avaliação dentro do governo passou a ser de que seria necessário blindar o presidente e estancar a discussão, que interrompeu uma sequência de notícias positivas para Lula.

Emissários da gestão petista tentam convencer Wagner de que a permanência na liderança mantém sobre ele os holofotes, o que dificultaria até mesmo sua defesa.

Leia também: PF aponta atuação “contínua e sistemática” de Jaques Wagner em favor do Banco Master

Laços pessoais e desgaste político

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No dia da operação da PF, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Em uma das ligações, o senador lembrou os laços de amizade de mais de 48 anos para afirmar que o presidente conhece sua história.

Ministros afirmam que esse gesto de solidariedade não deve ser entendido como garantia de manutenção no cargo, mas como um aceno para que Wagner assuma a saída como iniciativa pessoal, sob o argumento de que precisa se dedicar à própria defesa.

Ainda conforme relatos, Lula gosta de Wagner e não quer dar a impressão de que não confia nele, mas ficou contrariado com o fato de o senador ter falado em seu nome durante entrevista na semana passada. As declarações levaram o problema para dentro do Palácio do Planalto.

Em meio às suspeitas de que Wagner tenha recebido valores ligados ao Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o senador destacou, em entrevista a jornalistas, a confiança de Lula em sua integridade. “Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo”, afirmou Wagner.

Leia também: Diálogo de Vorcaro cita Jaques Wagner e operador financeiro do senador como ponte para recado a Lula

Disputa jurídica no STF

Paralelamente à pressão política, Wagner mantém os questionamentos judiciais à operação da qual foi alvo. O senador apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal solicitando a anulação da decisão do ministro André Mendonça que autorizou busca e apreensão em endereços ligados a ele, sob o argumento de que houve erros graves que comprometeriam a medida.

No recurso, a defesa afirma que a única emenda apresentada por Wagner sobre o tema, no âmbito da Medida Provisória 1106/2022, tinha o objetivo de limitar juros e proteger consumidores.

Segundo os advogados, a proposta seguiria em sentido contrário aos interesses do Banco Master.

A defesa também afirma que Wagner se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, apresentada por outro parlamentar durante a tramitação da PEC 65/2023.

Ainda de acordo com a nota, esses posicionamentos são públicos. A defesa citou ainda manifestação do relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), segundo a qual ele jamais teria sido procurado por Wagner para tratar do assunto.

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