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Preços dos alimentos caem pelo segundo mês consecutivo; tarifaço ainda não impacta
Publicado 12/08/2025 • 16:11 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 12/08/2025 • 16:11 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apontou, em julho, o segundo mês seguido de queda nos alimentos, após uma sequência de nove meses de alta. O movimento está relacionado ao aumento da oferta agrícola, motivado por safras mais favoráveis, segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele considera precipitado atribuir esses resultados ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
Em julho, o grupo Alimentação e Bebidas registrou recuo de 0,27%, ampliando a queda verificada em junho, que foi de 0,18%. O impacto negativo do grupo contribuiu com -0,06 ponto percentual para a taxa global de 0,26% do IPCA no mês. A principal redução veio da alimentação consumida no domicílio, com retração de 0,69%, destacando-se as quedas da batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). As carnes tiveram redução de 0,30%, enquanto o café moído recuou 1,01%.
Gonçalves destaca que, embora o IPCA tenha apresentado leve aceleração entre junho e julho, o recuo dos alimentos ajudou a conter pressões inflacionárias. A maioria dos itens alimentícios mostrou retração nos preços em julho. O café moído, por exemplo, teve seu primeiro declínio após 18 meses de aumentos, reflexo de maior oferta nas lavouras.
O analista pondera que “pode ser um efeito de maior oferta que já está chegando na prateleira. Cravar que é (proveniente) de tarifaço é muito prematuro, é meio bola de cristal”. Segundo o gerente, o tarifaço entrou em vigor muito recentemente, sendo cedo para avaliar seus impactos nos preços. Ele ressalta que será necessário observar o comportamento do mercado: se os produtores buscarão novos compradores, estocarão produtos ou se a oferta interna realmente crescerá. “As frutas não têm como estocar. Entrando no mercado interno teria uma oferta maior, e a tendência é que o preço caia”, explicou.
Por outro lado, a alimentação fora do domicílio apresentou aumento de 0,87% em julho. O item lanche subiu 1,90%, enquanto o preço das refeições fora de casa teve elevação de 0,44%.
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