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Presidente do BRB diz ao Senado não saber quantas vezes Vorcaro esteve no banco
Publicado 09/06/2026 • 15:37 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 09/06/2026 • 15:37 | Atualizado há 1 mês
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Carolina Curi/Agência CLDF
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9) que não sabe quantas vezes Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, esteve no BRB.
A declaração foi dada durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, convocada para tratar das operações entre o BRB e o Banco Master.
“Não, não tenho realmente esses detalhes”, disse Souza, ao ser questionado sobre a presença de Vorcaro no banco.
O presidente do BRB também foi perguntado sobre qual fatia teria sido obtida por Vorcaro na instituição. Em resposta, afirmou que a atual administração conseguiu o arresto de 23,5% das ações.
“No trabalho que foi feito, inclusive, pela atual administração, nós conseguimos um arresto de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo”, declarou.
Leia também: Presidente do BRB diz ao Senado que banco estava “ilhado” e defende acordo homologado pelo STF
O BRB comprou pelo menos R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master. O Distrito Federal, controlador do banco estatal, precisará fazer um aporte na instituição para cobrir o prejuízo.
O BRB ainda não apresentou o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado no fim de março.
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Siga o Times | CNBCDurante a audiência, Souza afirmou que o empréstimo esperado ajudará o banco público a se enquadrar nos índices necessários para continuar operando após as transações com o Master.
“Vai enquadrar em todos os índices que nós precisamos para operar, que é de R$ 6,6 bilhões, mais R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 8,8 bilhões de aportes de capital do controlador no BRB”, declarou.
Leia também: Presidente do BRB diz ao Senado que banco estava “ilhado” e defende acordo homologado pelo STF
Souza também defendeu a importância dos bancos públicos, especialmente em regiões mais afastadas e na execução de programas sociais.
“Bancos privados têm um papel fundamental dentro do Sistema Financeiro Brasileiro. Mas os públicos também têm (…) São 33 programas sociais no GDF”, afirmou.
A declaração foi feita após o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) argumentar que o Estado não deveria ter bancos, por considerar a atividade própria da iniciativa privada.
Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou à Câmara Legislativa um projeto de lei que autoriza o DF a contratar um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o BRB, que enfrenta problemas de liquidez e patrimônio por causa da relação com o Banco Master.
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