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Quase metade dos brasileiros pretende buscar novo emprego no 2º semestre de 2026, diz pesquisa

Publicado 18/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pesquisa revelou que 47% dos profissionais brasileiros pretende procurar uma nova colocação até o fim do ano.
  • Príncipal motivo é conseguir um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
  • A busca por uma carga de trabalho considerada administrável foi citada por 43% dos entrevistados.
Trabalhadores emprego

Foto: Freepik

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Quase metade dos trabalhadores brasileiros pretende buscar um novo emprego nos próximos meses. É o que aponta uma pesquisa da Robert Half realizada com 1.000 profissionais. Segundo o levantamento, 47% afirmam que devem procurar uma nova oportunidade no segundo semestre de 2026.

Desse grupo, 16% já estão procurando emprego, enquanto outros 31% planejam iniciar a busca até o final do ano. Os dados indicam que a intenção de mudança está relacionada principalmente a condições de trabalho, remuneração e perspectivas de carreira.

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Equilíbrio pesa na decisão

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece como o principal fator para quem considera mudar de emprego. A busca por uma carga de trabalho considerada administrável foi citada por 43% dos entrevistados.

Na sequência estão a procura por melhores benefícios, mencionada por 42%, e o interesse em ampliar as possibilidades de trabalho remoto, apontado por 35%.

A remuneração também é um fator relevante. Um terço dos profissionais (33%) afirma considerar que recebe menos do que deveria.

Principais motivos apontados por quem pretende mudar

  • 43% – Buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional e uma carga de trabalho gerenciável;
  • 42% – Querem melhores benefícios e vantagens;
  • 35% – Desejam mais opções de trabalho remoto;
  • 33% – Consideram-se mal remunerados;
  • 31% – Buscam um cargo mais elevado, mas veem poucas possibilidades de crescimento;
  • 20% – Demonstram preocupação com a estabilidade do próprio emprego;
  • 18% – Relatam esgotamento e disposição para mudar;
  • 15% – Estão preocupados com a situação financeira da empresa onde trabalham;
  • Times Brasil - CNBC

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  • 10% – Pretendem migrar para uma atividade menos exposta a mudanças tecnológicas;
  • 8% – Apontam insatisfação com a liderança direta.

O que faz os profissionais permanecerem

Entre aqueles que não pretendem mudar de emprego, fatores ligados à carreira, remuneração, satisfação e flexibilidade aparecem entre as principais razões para permanecer no cargo atual.

Plano de carreira e percepção de remuneração adequada empatam como os itens mais citados, ambos com 47%. Outros 45% dizem se sentir realizados no trabalho, enquanto a mesma proporção considera que a flexibilidade oferecida é importante e não gostaria de perdê-la.

Os relacionamentos com colegas também aparecem entre os fatores de permanência, mencionados por 28% dos entrevistados.

Principais razões para permanecer no emprego atual

  • 47% – Têm um plano de carreira definido e oportunidades de crescimento;
  • 47% – Consideram-se bem remunerados;
  • 45% – Sentem-se realizados profissionalmente;
  • 45% – Valorizam o nível de flexibilidade oferecido pelo trabalho;
  • 28% – Destacam os relacionamentos positivos com colegas.

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Busca por mudanças mais seletiva

Segundo Marcela Esteves, diretora da Robert Half, os resultados indicam que os profissionais continuam avaliando novas oportunidades, mas tendem a considerar com mais atenção as condições oferecidas antes de trocar de emprego.

A pesquisa também relaciona esse comportamento ao cenário de desemprego, descrito pela empresa como historicamente baixo. Nesse contexto, parte dos trabalhadores estaria direcionando a busca para vagas que combinem avanço profissional, flexibilidade e perspectivas de longo prazo.

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