Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Quebra do Master pressiona FGC e leva Banco Central a discutir uso do compulsório
Publicado 30/01/2026 • 08:22 | Atualizado há 3 meses
Às vésperas do encontro de investidores em Omaha, ações da Berkshire Hathaway enfrentam incerteza
Preços do petróleo recuam após Irã enviar nova proposta de paz aos EUA para encerrar guerra
Impasse no Estreito de Ormuz ameaça indústria automotiva de luxo
Ações da AstraZeneca sentem impacto após rejeição de novo medicamento contra o câncer por painel do FDA
CEO da Apple, Tim Cook, alerta para prolongamento da crise de memória: “Vamos avaliar uma série de opções”
Publicado 30/01/2026 • 08:22 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/FGC.
FGC protege seu investimento?
Os bancos brasileiros terão de enfrentar custos adicionais para recompor a liquidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master e do Will Bank, ambos ligados ao empresário Daniel Vorcaro. Estimativas da agência de classificação de risco Moody’s apontam que a conta total pode chegar a R$ 55 bilhões, valor que deve levar o fundo abaixo do nível mínimo de cobertura exigido.
Apesar do impacto relevante, a Moody’s afirma que, por ora, não vê risco sistêmico material para o sistema financeiro.
Diante da magnitude da fatura, instituições financeiras discutem com o Banco Central (BC) a possibilidade de direcionar parte dos depósitos compulsórios para recompor o caixa do FGC. O regulador estaria aberto à alternativa, embora ainda não haja decisão formal.
Segundo fontes do mercado, a medida poderia ajudar a mitigar o peso que recairá diretamente sobre os bancos. A expectativa é que uma solução seja desenhada até o fim de fevereiro.
Estratégia semelhante já foi adotada durante a crise financeira global de 2008, quando a redução do compulsório foi usada para reforçar o fundo garantidor sem provocar uma saída direta de recursos do caixa das instituições, evitando, assim, uma contração abrupta da oferta de crédito para empresas e famílias.
Leia também: Ex-dirigente do BRB diz à PF que operações com o Master foram vistas como “oportunidade de mercado”
O compulsório corresponde à parcela dos depósitos captados pelos bancos que deve permanecer retida no BC e funciona como um dos principais instrumentos para regular a liquidez da economia e auxiliar no controle da inflação.
Há recolhimentos obrigatórios sobre depósitos à vista, a prazo e poupança. No fim de 2024, dado público mais recente, o estoque total de compulsórios somava R$ 670,5 bilhões, sendo R$ 40,6 bilhões sobre recursos à vista, R$ 433,1 bilhões a prazo e R$ 196,8 bilhões sobre poupança.
Segundo as discussões em curso, a proposta não afetaria o direcionamento obrigatório de depósitos à vista para o crédito rural nem da poupança para o financiamento imobiliário.
Participam das conversas representantes da Febraban, ABBC, Acrefi, Zetta, além do próprio FGC e do Banco Central.
Leia também: Defesa do Master denuncia vazamentos enquanto Banco Central detalha intervenção e falta de liquidez
O FGC informou já ter pago R$ 32,5 bilhões a investidores do Banco Master, de um total estimado de R$ 40,6 bilhões em CDBs cobertos.
O fundo ainda terá de arcar com:
Somadas, essas obrigações formam a fatura de R$ 55 bilhões, que deve drenar parcela relevante da liquidez do fundo, calculada em cerca de R$ 122 bilhões antes do início dos pagamentos.
O FGC garante depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e é financiado por contribuições de aproximadamente 250 instituições financeiras, sem uso de recursos públicos.
A recomposição do caixa será rateada conforme o volume de depósitos de cada instituição. Por isso, os cinco maiores bancos do país, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, responderiam por cerca de 70% do total.
Uma das alternativas em estudo é que o FGC remunere os bancos com taxa equivalente à Selic pelos recursos antecipados. Para o fundo, a medida aceleraria a recomposição da liquidez; para as instituições, reduziria a pressão para parcelar contribuições extraordinárias.
A Moody’s calcula que a retirada de R$ 55 bilhões do sistema, com a Selic em torno de 15%, poderia gerar impacto anual superior a R$ 8 bilhões na receita líquida de juros dos bancos.
Além disso, a agência alerta para possível aumento da aversão ao risco em relação a instituições de médio porte nos próximos meses, ainda que a forte liquidez do mercado doméstico de capitais e a desaceleração esperada do crédito em 2026 possam ajudar a amortecer o choque.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’
2
Brasil foi o terceiro maior destino de investimento estrangeiro em 2025, diz OCDE
3
AGOE da Oncoclínicas: o que está em jogo na assembleia que pode definir o futuro da companhia
4
Acordo Mercosul-UE entra em vigor e pode impulsionar exportações brasileiras em US$ 1 bilhão nos próximos 12 meses
5
Agrishow: edição de 2026 apresenta o maior trator do Brasil; veja fotos