Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Quem é Alexandre Ramagem, ex-deputado, ex-PF e ex-diretor da Abin preso pelo ICE nos EUA
Publicado 13/04/2026 • 16:02 | Atualizado há 2 meses
Congresso dos EUA reafirma apoio a Taiwan apesar de fala de Trump sobre vendas de armas à China
Mercedes-Benz pode ficar fora do mercado dos EUA por projeto de lei voltado à participação chinesa em montadoras
Exclusivo CNBC: CEO do JPMorgan vê exuberância nas bolsas com IA, mas diz que lucros podem justificar alta
Ações da SentinelOne caem após empresa cortar empregos para ampliar investimentos em IA
Com IPO da SpaceX se aproximando, mercado vê Elon Musk como forte candidato a se tornar o primeiro trilionário
Publicado 13/04/2026 • 16:02 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que também dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), foi preso nos Estados Unidos nesta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE). A informação foi comunicada à Polícia Federal.
Condenado a mais de 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe e proibido de deixar o Brasil, ele ainda assim viajou ao exterior. O processo de extradição já havia sido formalizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e enviado às autoridades norte-americanas em novembro de 2025.
A cassação de seu mandato ocorreu em dezembro do ano passado, na mesma sessão em que a Câmara retirou o cargo de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a decisão, Ramagem declarou que a medida foi uma “canetada” e afirmou que o presidente da Casa, Hugo Motta, atuava como “subordinado de um ministro ditador”, em referência a Alexandre de Moraes.
A relação de Ramagem com Bolsonaro remonta à campanha de 2018, quando passou a integrar a equipe de segurança do então candidato após a faca de Juiz de Fora. No ano seguinte, assumiu a superintendência da Polícia Federal no Ceará, mas deixou o posto para atuar no governo federal. Posteriormente, foi nomeado chefe da Abin.
Durante sua gestão, tornou-se alvo de investigações sobre o uso da estrutura da agência para monitoramento irregular de autoridades e outras pessoas por meio do sistema FirstMile. Segundo a Polícia Federal, foram realizados cerca de 33 mil acessos desse tipo. A operação “Vigilância Aproximada”, vinculada à “Primeira Milha”, resultou no cumprimento de mandados de busca e na prisão de servidores da agência. Ramagem atribuiu as apurações a uma suposta “austeridade” implementada no período.
O Supremo Tribunal Federal o condenou por organização criminosa armada, tentativa de ruptura do Estado de Direito e golpe de Estado, com pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias em regime fechado, além da perda do mandato. Parte das acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro teve análise suspensa por tratar de fatos posteriores à diplomação.
A defesa apresentou recursos, sustentando participação de “menor importância” e questionando a aplicação automática da perda do cargo de delegado da Polícia Federal, além de argumentar que o crime teria caráter contínuo após a diplomação.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Sob pressão, Inter vê remuneração de executivos virar alvo de investidores
2
Inverno curto por conta do El Niño deve antecipar vendas de verão no e-commerce
3
Anthropic lança Opus 4.8 com workflows dinâmicos e modo rápido mais barato
4
Enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA pode afetar PIB e dólar no Brasil
5
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%